SEGURANÇA ÍNTIMA
Os que vivem no mundo desejam ter tranqüilidade. No entanto, algumas pessoas que convivem conosco são portadoras de grande segurança íntima. Recebem impactos dolorosos sem desespero. Enfrentam obstáculos grandiosos sem alterar o humor. De certa forma, as invejamos. Prezaríamos ser como elas. E podemos. Existem pequenas regras que, se observadas, nos auxiliarão a construir essa segurança íntima, tão almejada. 1ª comecemos a edificação da paz em nós, observando que todos precisamos pensar por nós mesmos, embora as influências das idéias alheias; 2ª aceitemo-nos como parcelas da imensa família humana, verificando que os nossos percalços não são maiores que os dos outros; 3ª compreendamos que, por sermos espíritos imperfeitos, no atual estágio, não estamos isentos de cometer determinados erros. erros que nos devem convidar a parar e reexaminar questões; 4ª aprendamos que a estrada dos nossos entes queridos pode ser muito diferente da nossa. não desejemos para eles o que a vida não lhes oferece; 5ª saibamos zelar pela condução da nossa vida, sem interferir na do próximo, desde que cada viajor no carro da existência tem seu próprio roteiro; 6ª auxiliemos os familiares nos contratempos que lhes surjam, assim como desejamos ser amparados, na nossa marcha; 7ª afastemo-nos dos julgamentos precipitados e das condenações indevidas; 8ª compreendamos que cada criatura é um ser individual com seus anseios, compromissos, conquistas, virtudes e paixões, e abstenhamo-nos de impor condições ou exigir que tenham conosco esta ou aquela postura. 9ª reflitamos que nos compete proteger o corpo que nos diz respeito. Desta forma, não provoquemos desastres que nos ameacem ou ameacem os outros. Respeitemos em cada ser vivo uma obra da criação. Optemos pela simplicidade no cotidiano. Estejamos atentos às pequenas coisas, pois, em síntese, são elas que promovem a nossa felicidade hoje, e no futuro. Construamos o nosso refúgio de serenidade, permitindo-nos usufruir das experiências sem abalos que nos façam sucumbir à tristeza, desânimo ou desespero.
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A serenidade não é uma aquisição espiritual que se possa conseguir num toque de mágica. É fruto do trabalho duro e áspero da paciência em ação. E ninguém possui a serenidade que não construiu. Eis porque é necessária a vigilância em nós mesmos.
Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no livro Calma, cap. Segurança íntima.
Escrito por Daniel às 23h35
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ESFORÇO
Por vezes, na vida, ante alguns fracassos, nos entristecemos e desistimos de lutar. Tarefas iniciadas são abandonadas. Profissões dignas são deixadas à margem. Tudo em nome de um fracasso, um dia, uma vez. Recordamos que, certa vez uma estudante de violino, durante um concerto, teve a infelicidade de ter o arco do instrumento esticado em demasia. Isso fez com que arrancasse do violino um lancinante gemido de gato. O lá desafinou, os seus dedos, umedecidos pela transpiração nervosa escorregaram no braço do violino. Seu desejo era cair morta. Mas corrigiu a tensão das cordas, enxugou as mãos no vestido e continuou. Ao finalizar correu para os bastidores e exclamou: "Nunca mais tocarei violino." Uma excelente artista que ouviu seu desabafo, lhe falou: "Você já observou como cantam os pássaros? Sabe porque Deus os criou? Para que alegrassem o homem e ele não sucumbisse à tristeza. Não vê? Deus deu a muitas pessoas aptidões para tornarem os homens felizes. Ele deu a você a possibilidade de tocar violino. Não deve lhe desobedecer e sim utilizar sua aptidão para lhe agradar. Tudo isso faz parte do seu grande plano." A menina pensou e pensou. No dia seguinte, ergueu-se cedo e retomou as longas horas de estudo do seu violino. O esforço é lei da vida. Todos os seres, de uma forma ou de outra, não podem fugir a isso. Mecanismo de evolução, promove o progresso, estimula a experiência. Graças ao esforço os homens se enriquecem emocional, cultural, artística e economicamente. Não houvesse esforço e a vida permaneceria nas suas expressões primitivas, iniciais. Tudo trabalha e se esforça em a natureza. Os ventos e as chuvas realizam o seu esforço na erosão dos montes e da crosta terrestre. A gota d`água, no seu cair sem parar, cria as belezas que nos deslumbram os olhos nas grutas, no silêncio das furnas, promovendo formas curiosas e especiais. Onde se apresente o esforço, floresce a paz. E onde a ação movimenta o progresso, vibra a alegria.
Você sabia?
Que a grande cantora madame Ernestine Schumannheink durante um dos seus concertos vacilou e falhou? E que mesmo assim, corajosamente dominou-se e foi até o fim? E assim a "maravilhosa dama" como era chamada nos últimos anos, continuou cantando em concertos e no rádio, prosseguindo como os pássaros a espalhar alegria entre os homens.
Equipe de Redação do Momento Espírita, com base nos livros Perfis da vida, cap. Perfil do esforço, e Remotos cânticos de Belém a Calhandra.
Escrito por Daniel às 10h43
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