EM SILÊNCIO
"Não servindo à vista, como para agradar aos homens, mas como servos do Cristo, fazendo do coração a vontade de Deus." - Paulo (Efésios, 6:6)
Se sabes, atende ao que ignora, sem ofuscá-lo com a tua luz. Se tens, ajuda ao necessitado, sem molestá-lo com tua posse. Se amas, não firas o objeto amado com exigências. Se pretendes curar, não humilhes o doente. Se queres melhorar os outros, não maldigues ninguém. Se ensinas a caridade, não te trajes de espinhos, para que teu contacto não dilacere os que sofrem. Tem cuidado na tarefa que o Senhor te confiou. É muito fácil servir à vista. Todos querem fazê-lo, procurando o apreço dos homens. Difícil, porém, é servir às ocultas, sem o ilusório manto da vaidade. É por isto que, em todos os tempos, quase todo o trabalho das criaturas é dispersivo e enganoso. Em geral, cuida-se de obter a qualquer preço as gratificações e as honras humanas. Tu, porém, meu amigo, aprende que o servidor sincero do Cristo fala pouco e constrói, cada vez mais, com o Senhor, no divino silêncio do espírito... Vai e serve. Não te dêem cuidado as fantasias que confundem os olhos da carne e nem te consagres aos ruídos da boca. Faze o bem, em silêncio. Foge às referências pessoais e aprendamos a cumprir, de coração, a vontade de Deus. (De "Vinha de Luz", de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel)
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Escrito por Daniel às 16h14
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O HOMEM NO MUNDO
Observar a atual situação do mundo por vezes é desanimador. Em toda parte há violência, desonestidade e sofrimento. Ante esse contexto, muitas criaturas experimentam o desejo de desvincular-se da vida em sociedade. A pretexto de manter-se em paz procuram conviver o mínimo possível com seus parentes, vizinhos e colegas de trabalho. Para justificar-se perante a própria consciência, buscam nas palavras do Cristo embasamento para seu proceder. Nesse afã, algumas passagens do evangelho são consideradas como incentivo para a criatura desligar-se da realidade que a cerca. Afirma-se que, como o Reino de Deus não é deste mundo, então o mundo não tem muito valor. Tendo em vista que a riqueza e os prazeres materiais dificultam o acesso ao Reino dos Céus, o melhor é abdicar deles de vez. Nessa linha de pensar, afastar-se dos afazeres do mundo parece o caminho da redenção. Ao longo da história não faltaram congregações religiosas dedicadas à vida contemplativa. Ocupados em louvar a Deus, seus membros não mantinham contato com os sofredores. Ocorre que o conjunto da mensagem do Cristo não encoraja o isolamento. A própria vida do messias demonstra o contrário. A título de preservar sua paz, Jesus não se furtou de conviver com o povo ignorante. Ele afirmou textualmente que os sãos não necessitam de médico. Conviveu com prostitutas, ladrões, ignorantes e desequilibrados de toda ordem. A todos amou, amparou e esclareceu. Quem se afirma cristão não pode ignorar a clareza dos exemplos dados pelo Cristo. Ademais, Jesus afirmou que toda a lei divina resume-se em amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. É incoerente amar a Deus acima de tudo, mas desprezar o mundo que ele criou. O amor ao Criador é revelado por nossas tentativas de entender e respeitar a sua obra. O papel que nos cabe no concerto da criação é colaborar para que a sociedade em que estamos inseridos se aprimore. Quem ama a Deus não pode desistir quando o bom combate está apenas começando. Por outro lado, o amor ao próximo também se insere no resumo das leis divinas feito por Jesus. Não é possível manifestar esse amor fugindo do semelhante. Para cumprir a lei divina, impõe-se sejamos solidários uns com os outros. Quem pode e sabe mais, deve auxiliar e esclarecer. É necessário que nos amparemos, não que nos evitemos. Constitui rematado equívoco achar que a preservação da paz implica afastamento dos semelhantes. A paz pressupõe a consciência tranqüila pelo dever bem cumprido. Nosso dever é evidenciado pela vida, ao nos colocar em determinado contexto familiar e social. Conquistamos nosso aprimoramento e a paz vivendo nesse ambiente de forma nobre e pura. A tarefa do cristão não é fugir do mundo, mas abandonar as ilusões. O céu não é um local, mas um estado de consciência em harmonia com as leis divinas. Como a lei divina resume-se no amor, ninguém conquista o paraíso ignorando o sofrimento alheio. Assim, vivamos no mundo com sabedoria. Quaisquer que sejam os nossos recursos e talentos, busquemos utilizá-los na construção de um mundo melhor. Esta é a nossa missão. Pensemos nisso.
Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita.
Escrito por Daniel às 17h09
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MAIS UM ANO
Ao findar o ano, você se debruça sobre projetos e sonhos para os dias vindouros. Diz a si mesmo que nos próximos meses tudo será diferente.
Mais calma. Mais tolerância. Mais compreensão. Mais trabalho. Mais brandura. Mais coragem. Mais esperança. Mais esforço. Mais fraternidade. Mais amor.
Você sonha e planeja com entusiasmo. Entretanto, - quase sem perceber de que maneira - sente que, pouco a pouco, opressiva tristeza inunda-lhe a alma.
Como se das flores de seus sonhos e projetos se rebentassem, subitamente, espinhos de amargas lembranças, você reflete que há muitos anos vem planejando realizações e reformas íntimas, sem atingir todos os objetivos propostos.
Você não se fez o apóstolo que projetara, nem se transformou no anjo de virtudes quanto sonhara. E mergulha no desânimo.
Jesus, porém, não exige trabalhadores com asas celestiais.
Pede seareiros responsáveis, capazes de enxergar as próprias falhas e por isso mesmo capacitados também a compreender as imperfeições alheias.
Busca discípulos leais e sinceros sem capas enganosas de santidade exterior, mas decididamente honestos para não misturarem, ao trigo evangélico, o joio mesquinho dos interesses pessoais. * Nesses dias que antecedem uma simples troca de números, que o calendário terrestre anuncia como Ano Novo, talvez você se coloque novamente entre a fantasia e o desânimo, mais uma vez sonhando e frustrando-se com pretensões ainda inatingíveis.
Contudo, Jesus espera de você apenas um ano de trabalho e dedicação, construção e esforço, na certeza de que, embora erros e fracassos, somente a perseverança no bem dar-lhe-á coragem, paciência e compreensão para prosseguir no longo caminho do encontro com Deus. (De "Decisão" de Antônio Baduy Filho, Espírito de André Luiz)
Escrito por Daniel às 00h47
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