Daniel Barbosa


É POSSÍVEL SER BOM



            Há no mundo pessoas cuja bondade causa encantamento geral.
            São exemplos: madre Teresa de Calcutá, irmã Dulce, Francisco
Cândido Xavier, dentre outros.
            Não há nada como a grandeza alheia para fazer a criatura
perceber a própria pequenez.
            Assim, o altruísmo dessas grandes almas torna as pessoas
conscientes da necessidade de burilarem o próprio caráter.
            Ao mesmo tempo, exemplos de virtudes tão transcendentes parecem
demasiado longínquos às criaturas comuns.
            Realmente, ninguém vira missionário do amor de um momento para
outro.
            Ocorre que o bem possui infinitas formas.
            Não é necessário ser sublime para ser bom.
            As virtudes são conquistas graduais do espírito, que lentamente
as incorpora em seu modo de ser.
            A criatura aprende a amar em um círculo restrito, composto de
familiares e amigos.
            Paulatinamente, ela expande o sentimento, que por fim abarca a
humanidade toda.
            Jesus é o perfeito exemplo do amor universal.
            Malgrado as fissuras morais que ainda caracterizam a humanidade,
ele nos ama profundamente.
            Ainda estamos muito longe de tão sublime sentimento.
            Mas em algum momento é preciso que nos decidamos pelo bem.
            A vaidade faz com que o homem vincule a idéia de virtude a atos
retumbantes.
            Ele imagina que somente assim todos perceberiam o seu valor e o
admirariam.
            Nessa ótica, pequenas coisas não teriam qualquer valor.
            Mas é a soma de diminutos esforços que conduz a um grande
resultado.
            Ademais, a felicidade, que constitui a meta real da humanidade,
não se identifica com a aclamação pública.
            Esse sentimento de plenitude relaciona-se com a paz de quem
possui a consciência tranqüila.
            Ante a exortação do cristo: "amai-vos", torna-se evidente nosso
dever de colaboração mútua.
            Somente quem procura auxiliar o progresso geral realiza sua
missão na terra.
            E não há como viver em paz traindo o próprio destino.
            Na verdade, todos no mundo têm oportunidade de ser úteis.
            Apenas o egoísmo impede a prática do bem.
            Talvez ainda não tenhamos estofo moral para atos de genuíno
desprendimento.
            Quiçá, dedicar a vida ao bem coletivo ainda não esteja ao nosso
alcance.
            Mas podemos fazer o bem em nosso restrito círculo de atuação.
            Embora certas atitudes sejam singelas, elas constituem os
primeiros passos na direção ao sumo bem.
            Por exemplo, ser bom pai, filho ou irmão.
            Não é preciso ostentar virtudes angelicais para tratar bem os
subordinados, para ser um bom profissional.
            A gentileza com o próximo, qualquer que seja a sua situação, não
demanda grande esforço.
            Ser pontual, honesto e confiável também nada tem de excepcional.
            Contudo, tais características são preciosas na vida em
sociedade.
            Imagine-se um ambiente composto exclusivamente de seres gentis,
íntegros e cumpridores de seus deveres.
            Não é difícil conceber o quão prazeroso seria viver nele.
            O clima psíquico da terra compõe-se da vibração de todas as
pessoas que a ela se vinculam.
            Está em nossas mãos colaborar para que nosso planeta
gradualmente se converta em um paraíso.
            Para tal, não são necessários atos grandiosos.
            Basta fazermos o bem na medida de nossas possibilidades.
            Pensemos nisso.

                Equipe de Redação do Momento Espírita.



Escrito por Daniel às 00h58
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HONESTIDADE



            A humanidade cada vez mais demonstra preocupação com questões
transcendentes da vida.
            A consciência de que viver não se resume a aspectos materiais se
dissemina pela sociedade.
            Fala-se em entrar em contato com a própria essência, em
desenvolver a espiritualidade.
            Independentemente de filiação a determinada corrente religiosa,
a ampla maioria afirma acreditar em uma força superior.
            Isso revela as criaturas buscando identificar a razão de sua
existência.
            Como tudo no universo encontra-se em constante metamorfose e
aprimoramento, conclui-se que o progresso é uma das finalidades da vida.
            O anseio pelos aspectos sublimes da existência demonstra
justamente as criaturas em pleno processo evolutivo.
            Mas é importante recordar que a evolução dá-se de modo
cadenciado.
            Na natureza não ocorrem saltos.
            As espécies não se transformam repentinamente.
            Determinadas etapas devem ser vencidas para ser possível
atingir-se a fase seguinte.
            É como a construção de uma casa: ninguém inicia pelo acabamento.
            Faz-se necessário antes providenciar sólida estrutura.
            O mesmo ocorre com o psiquismo das criaturas.
            A identificação com as faixas superiores da vida pressupõe o
domínio de aspectos básicos do viver.
            A harmonia e a paz são o resultado de vivências nobres do
espírito.
            Tais conquistas não são improvisáveis e nem surgem de um momento
para o outro.
            Assim, ao preocupar-se com questões transcendentes, não esqueça
coisas elementares.
            A honestidade é justamente uma das primeiras virtudes a serem
conquistadas por quem deseja a paz e a felicidade.
            O céu não é um local determinado no espaço, mas um estado de
consciência, de harmonia com as leis divinas.
            Mas não é possível harmonizar-se com tais leis sem o rigoroso
atendimento dos próprios deveres.
            Ser honesto implica demonstrar lealdade em todos os aspectos da
existência.
            O homem honesto realiza as tarefas que lhe cabem, com ou sem
testemunhas.
            Ele não inventa desculpas para avançar sobre o patrimônio do
vizinho.
            Infelizmente, nossa sociedade vive uma grande crise ética.
            Ao tempo em que demonstram indignação com a desonestidade
alheia, os indivíduos são com freqüência desleais em seus negócios
particulares.
            Muitas vezes, quem reclama dos políticos não paga corretamente
seus impostos.
            Inúmeros estudantes bradam contra a falta de ética de
governantes e empresários, mas colam nas provas e copiam as tarefas dos
colegas.
            Esse gênero de conduta sinaliza apenas hipocrisia.
            Como afirmou Jesus, é necessário dar a César o que é de César.
            Ao agir honestamente, ninguém faz mais do que a obrigação.
            Mas não há como desenvolver harmonia espiritual se nem a
honestidade ainda foi assimilada.
            É paradoxal fazer caridade sem pagar as próprias contas.
            A torpeza dos outros não lhe serve de desculpa.
            Antes de preocupar-se com a ausência de ética alheia, analise
seu modo de viver.
            Pense se você tem condições de assumir tudo o que faz e diz.

Pense nisso!

            A lealdade irrestrita é uma recompensa em si mesma, pois confere
dignidade e auto-respeito.
            Assim, se você deseja viver em paz, seja honesto.
            Afinal, a conquista da paz pressupõe poder observar o próprio
proceder sem remorso ou vergonha.

                Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita.


Escrito por Daniel às 00h49
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