VOCÊ NASCEU PARA SER VENCEDOR
Incessantemente, busque a sua identidade real, isto é, descubra-se, para o seu próprio bem. Em qualquer circunstância, mantenha-se você mesmo. Não se apresente superior ao que é, nem se subestime, a ponto de parecer o que não seja. Ser autêntico é forma de adquirir dignidade. Quem hoje triunfa, começou a batalha antes. Quem está combatendo, alcançará a vitória logo mais. Você nasceu para ser vencedor. Um vencedor é sempre parte da resposta. Um perdedor é sempre parte de um problema. Um vencedor sempre tem um programa. Um perdedor sempre tem uma desculpa. Um vencedor diz: "deixe-me ajudá-lo". Um perdedor diz: "não é minha obrigação!". Um vencedor enxerga uma reposta para cada problema. Um perdedor enxerga um problema para cada resposta. Um vencedor diz: "pode ser difícil, mas é possível". Um perdedor diz: "pode ser possível, mas é difícil". Rudyard Kipling, também criador do personagem Tarzan, escreveu com grande lucidez, o poema que denominou se...,e diz o seguinte: Se és capaz de manter a tua calma quando todo mundo ao redor já a perdeu e te culpa de crer em ti, quando estão todos duvidando e para estes, no entanto, achar uma desculpa; Se és capaz de esperar sem te desesperares, ou, enganado, não mentir ao mentiroso, ou, sendo odiado, sempre ao ódio te esquivares, e não parecer bom demais nem pretensioso.
Se és capaz de pensar - sem que a isso só te atires; De sonhar - sem fazer dos sonhos teus senhores; Se, encontrando a derrota e o triunfo, conseguires tratar da mesma forma a estes dois impostores; Se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas em armadilhas as verdades que dissestes, e as coisas porque desta vida, estraçalhadas, e refazê-las com bem pouco que te reste; Se és capaz de arriscar numa única parada tudo quanto ganhaste em toda a tua vida, e perdes, e, ao perder, sem nunca dizer nada, resignado tornar ao ponto de partida; De forçar coração, nervos, músculos, tudo, a dar, seja o que for, que neles ainda existe e a persistir assim quando exausto, contudo resta a vontade em ti, que ainda ordena: persiste!
Se és capaz de, entre a plebe, não te corromperes, e, entre reis, não perder a naturalidade, e de amigos, quer bons, quer maus, te defenderes; Se a todos podes ser de alguma utilidade, e se és capaz de dar, segundo por segundo ao minuto fatal todo valor e brilho; Tua é a terra com tudo o que existe no mundo e - o que é muito mais - és um homem, meu filho!
Seja amigo da verdade, sem a transformar numa arma de destruição ou de ofensa. O vencedor comete erros e diz: "eu estava errado". O perdedor diz: "não foi minha culpa". Guie-se sempre pela decisão que produza menor soma de prejuízos a você mesmo ao seu próximo. O vencedor transpõe o problema. O perdedor dá voltas ao redor do problema. Você não é um observador distante da vida. Você está na condição de membro do organismo universal, investido de tarefas e responsabilidades, de cujo desempenho resultarão a ordem e o sucesso de muitas coisas. O vencedor trabalha mais arduamente que o perdedor e tem mais tempo. O perdedor está sempre muito ocupado, talvez evitando o fracasso... Considere-se pessoa valiosa no conjunto da criação, tornando-se cada dia mais atuante na obra do Pai e fazendo-a melhor conhecida e mais considerada. Você é herdeiro de Deus, e o universo, de alguma forma, também lhe pertence. Cada dia vencido são vinte e quatro horas que você ganhou.
Equipe de Redação do Momento Espírita.
Escrito por Daniel às 11h28
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MANDATO PESSOAL
Tudo no universo possui uma função, com vistas ao bem geral. Basta analisar a natureza para perceber que absolutamente nada é destituído de utilidade. O animal mais insignificante e a menor planta inserem-se no ciclo da vida, de forma útil. Assim também o homem é chamado a colaborar com o progresso. Ciente dessa realidade importa considerar o valor da tarefa que está em suas mãos. O que lhe compete fazer no mundo corresponde a um mandato do alto, um desígnio divino para a sua pessoa. Todos devem estar convictos de que ninguém realiza nada sem Deus. Isso, porém, não autoriza que a criatura se considere desonerada das obrigações que lhe competem no contexto geral da vida. Cada qual tem sua responsabilidade, concedida pelo alto a título de tarefa e de auxílio. Esse raciocínio não se destina a supervalorizar as personalidades humanas, por si sós já muito necessitadas de humildade. Cuida-se apenas de chamar a atenção para os créditos individuais com que a providência divina enriqueceu cada um de seus filhos. Como ocorre com as impressões digitais que o identificam, a sua voz é diferente de todas as demais. As suas mãos guardam peculiaridades únicas. Você enxerga e ouve com recursos mentais de interpretação absolutamente diversos daqueles que povoam os cérebros alheios. Do mesmo modo, você possui peculiaridades em sua vocação que os outros não dispõem. Considerando tudo isso é necessário reconhecer que a cada qual foi atribuído um serviço em determinada área de ação. Esse serviço possui importante significado para quem o desempenha, mas também é dotado de relevância para os semelhantes. A distinção que a todos marca sinaliza a posição de servidor que deve caracterizar o homem em face de seu próximo. Jesus afirmou que toda a lei divina ou natural resume-se em amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. Amar o próximo como a si mesmo significa desejar-lhe todo o bem que se almeja para si próprio. Implica conceder-lhe, em qualquer circunstância, o tratamento que dele gostaria de receber, se estivesse em seu lugar. Percebe-se que nossa posição é a de irmãos, fraternalmente unidos na caminhada para Deus. Em face da vida não somos competidores ou adversários, mas companheiros. Os talentos distintos que ornam cada um revelam a necessidade de auxílio mútuo, para que o progresso ocorra a contento. No imenso concerto da vida, verifique qual posição lhe cabe e a execute com alegria. Não inveje a tarefa dos outros e nem menospreze a sua. Saiba que foi a sabedoria divina, em sua infalibilidade, que identificou a posição que melhor lhe cabe. Em sua condição atual, você pode colaborar com o próximo e consigo mesmo. Caso seja modesta, não o exporá a grandes tentações, ao tempo em que o ajudará a se tornar simples e humilde, contentando-se com pouco. Se sua tarefa for importante, possui o condão de auxiliá-lo a fazer o bem a inúmeras pessoas. O relevante é a certeza de que Deus sempre sabe o que faz e providencia o melhor para todos. Ao ser humano compete guardar fidelidade ao pai, desempenhando sua tarefa com humildade, amor e pureza. Sirva, pois, com alegria, movimentando seus talentos na construção de um mundo melhor.
Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no capítulo LXX do livro Segue-me!..., do Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier.
Escrito por Daniel às 10h22
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