Daniel Barbosa


PRECIPITAÇÃO


A precipitação é responsável por muitos males que afligem o homem.
Um comportamento ansioso leva a estados de perturbação, gerador de
sofrimentos perfeitamente evitáveis.
Sob o jugo da ansiedade, com freqüência tomam-se atitudes incorretas.
A edificação interior, com a conquista da paz, exige um controle atento
sobre as próprias ações e reações.
O exercício da calma, por isso mesmo, é indispensável para um viver
harmônico em face das perplexidades da vida moderna.
A calma ensina a esperar pelos resultados de qualquer realização, os quais
não podem mesmo ser antecipados.
O ritmo do tempo é inalterável.
Os acontecimentos sucedem naturalmente dentro de espaços que não podem ser
modificados.
Agindo de forma precipitada, o homem ouve e vê mediante óptica deformada,
que mais o perturba.
Com o raciocínio turbado pela pressa, muitas vezes precipita-se em
despenhadeiros de infortúnio.
Se há tempo de semear, por certo também chegará a hora da colheita.
É inútil pretender apressar o ciclo da natureza, para  o momento da colheita
chegar mais rápido.
No campo moral, o mecanismo é equivalente.
Cada ocorrência na vida tem o seu momento próprio.
Deus nada espera de você além das suas possibilidades.
Assim, também não é lícito a você aguardar de seus semelhantes
comportamentos e respostas que eles ainda não lhe podem dar.
Não se frustre por isso, mas compreenda que tudo se encontra sob o prudente
comando da divindade.
 Reúna as suas forças morais na disciplina e no equilíbrio, sem a ânsia de
precipitar sucessos que devem seguir seu curso normal.
Jesus afirmou que somente caem folhas das árvores de acordo com a vontade de
Deus.
Conscientize-se de que jamais acontecerá nada em sua vida que você não
necessite ou mereça.
Se o seu passado espiritual não registrou certos sofrimentos, de acordo com
sua programação evolutiva, não há a menor possibilidade disso ocorrer.
Assim, confiante na direção divina sobre sua vida, não sofra por
antecipação, propiciando estados de ansiedade e amargura perfeitamente
evitáveis.
Contudo, quando o sofrimento desabar sobre você, enfrente-o com nobreza,
entendendo que ele corresponde a sua tarefa do momento.
Saiba que essa circunstância de dor inevitável é necessária como forma de
crescimento para a vida.
Ela o auxilia em sua recuperação pessoal, dentro de um prisma mais elevado,
na contabilidade dos valores espirituais.
Tenha paciência e não se precipite nunca.
O agir estouvado é indicativo de imaturidade psicológica e espiritual.
Quem confia, verdadeiramente em Deus, vive com serenidade, fazendo o bem
possível sem pretender um controle inviável sobre a dinâmica da vida.
Decisões irrefletidas tendem a provocar arrependimentos. Mas isso não
acontece quando os atos que são fruto da reflexão e da calma.
Pode lhe parecer impossível suportar em paz os problemas que o angustiam.
Nesse caso, recorra à oração.
Deixe-se acalmar pela beleza do intercâmbio entre você, que roga, e a
divindade, que responde.
Asserene-se e poupe-se à precipitação, ao contato dos eflúvios do alto.
Sinta-se integrado na dinâmica da vida, guiado e amparado por um poder
amoroso e sábio, e desfrute a paz que esse estado de consciência lhe
proporciona.

Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no capítulo tal, do livro
'Receitas de paz', do Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo
Pereira Franco, ed. Leal.


Escrito por Daniel às 20h51
[ ] [ envie esta mensagem ]


SENTIR DEUS



O jovem professor entrou na sala de aula e encontrou seus pequenos alunos
debatendo, calorosamente, sobre Deus.
Como poderiam acreditar que Deus existe se não conseguiam vê-lo, nem
tocá-lo?
Percebendo o nível da discussão filosófica das crianças, o professor pediu
licença e propôs a eles uma experiência.
Colocou sobre a mesa dois copos transparentes com água e perguntou se eles
podiam notar algo de diferente entre um e outro.
Os pequenos responderam, em uma só voz: "nenhuma diferença. Ambos contem
água limpa."
Então o jovem deu a cada um deles uma colher, pedindo-lhes que provassem um
pouco do conteúdo de cada copo.
Quando todos haviam experimentado tornou a perguntar: "e então, ainda
afirmam que são iguais?"
E a resposta foi outra: "não, num dos copos a água é doce, no outro não é".
Aí o jovem educador disse: "acontece o mesmo com relação a Deus. Para
perceber a sua existência é preciso experimentá-lo."
Não podemos vê-lo nem tocá-lo, mas podemos senti-lo.
E percebendo que a classe estava ávida para saber mais a respeito dessas
questões, o professor continuou com seus argumentos.
Deus não pode ser tocado com as mãos, nem medido com fita métrica, pesado na
balança, ou visto com os olhos físicos.
Mas podemos sentir Deus ao tocar as pétalas de uma flor,  sua textura
aveludada, seu perfume, sua coloração única...
Não podemos medir Deus, mas podemos mensurar sua grandiosidade nas dimensões
do universo, nos astros a girar no firmamento, nas manhãs claras e belas, na
organização dos seres infinitamente pequenos.
Não podemos pesar Deus, mas podemos perceber sua força geradora e
mantenedora, nas leis que regem e sustentam constelações, nebulosas e
galáxias, suspensas no espaço sem fim.
Podemos observar o criador no impulso das ondas que agitam os oceanos, no
instinto dos animais, na dança das estações.
Não conseguimos ver Deus com os olhos, mas podemos sentir Deus nas múltiplas
expressões do bem e do belo, do amor criativo e ativo, na chama de esperança
que vibra na alma de cada filho seu.
Deus é invisível, mas sua presença é evidente nas várias expressões do
dinamismo da vida:
No sangue que corre em nossas veias...
O oxigênio que respiramos...
No Sol que dardeja ouro sobre a terra, possibilitando a vida...
Na Lua, satélite silencioso e solitário, que vigia o planeta durante as
noites...
Na chuva, que cai de mansinho acordando as sementes que dormem sob o solo
generoso...
Na brisa leve que conduz o pólen e permite a geração das flores.
Ah!... as flores...
As flores são a assinatura do próprio Criador no quadro da natureza...

***

O observador atento não enxerga só com os olhos do corpo...
Como disse o poeta ao seu pequeno príncipe, "o essencial é invisível aos
olhos". Porque os olhos são extremamente limitados.
Os filósofos, os poetas, os artistas, os profetas e, porque não? Os
cientistas, vêem mais com a alma que com os olhos.
Para enxergar bastam os olhos, mas para ver é preciso um sentido a mais...
Pense nisso, e experimente sentir Deus.

Equipe de Redação do Momento Espírita, sob inspiração de palestra de
Cristian Macedo, no Centro Espírita Ildefonso Correia, em 14/02/2005.

Escrito por Daniel às 09h21
[ ] [ envie esta mensagem ]


OS PRIMEIROS LUGARES



Conta uma brasileira, que foi trabalhar algum tempo na Suécia, que várias
vezes fez comparações entre suecos e brasileiros.
A forma de resolver problemas, a maneira de conduzir determinadas
dificuldades no ambiente de trabalho, etc.
Nessas suas observações, concluiu, em um primeiro momento, que os suecos
tinham alguns comportamentos muito próprios.
Em verdade, ela jamais imaginara que com eles aprenderia uma extraordinária
lição. Algo que a faria admirá-los e seguir-lhes o exemplo.
No seu primeiro dia de trabalho, um colega da empresa a veio apanhar em casa
e eles seguiram, juntos, no carro dele.
Ao chegarem, ele entrou no estacionamento, uma área ampla para mais de 200
carros.
Como haviam chegado cedo, poucos veículos estavam estacionados, mas o rapaz
deixou o seu carro parado logo na entrada do portão.
Assim, ela e ele tiveram que caminhar um trecho considerável, até chegar à
porta da empresa.
No segundo dia, o fato se repetiu. Eles tornaram a chegar cedo e, novamente,
o carro foi colocado logo na entrada.
Outra vez tiveram que atravessar todo o extenso pátio do estacionamento, até
chegarem no escritório.
No terceiro dia, um tanto mais confiante, ela não se conteve e perguntou ao
colega: "por que é que você deixa o carro tão distante, quando há tantas
vagas disponíveis?
Por que não escolhe uma vaga mais próxima do acesso ao nosso local de
trabalho?"
A resposta foi franca e rápida: "o motivo é muito simples. Nós chegamos cedo
e temos tempo para andar, sem perigo de nos atrasarmos. Alguns dos nossos
colegas chegam quase em cima da hora e se tiverem que andar um trecho longo,
correm o risco de se atrasarem. Assim, é bom que encontrem vagas bem mais
próximas, ganhando tempo."

O gesto pode ser qualificado de companheirismo, coleguismo. Não importa. O
que tem verdadeira importância é a consciência de colaboração.
Ela recordou que, algumas vezes, em estacionamentos, no Brasil, vira vagas
para deficientes sendo utilizadas por pessoas não deficientes.
Só por serem mais próximas, ou mais cômodas.
Recordou dos bancos reservados a idosos, gestantes em nossos ônibus e
utilizados por jovens e crianças, sem preocupação alguma.
Lembrou de poltronas de teatros e outros locais de espetáculos tomadas quase
de assalto, pelos mais ágeis, em detrimento de pessoas com certas
dificuldades de locomoção.
Pensou em tantas coisas. Reflexionou. Ponderou...

E nós? Como agimos em nossas andanças pelas vias do mundo? Somos dos que
buscamos sempre os lugares mais privilegiados, sem pensar nos outros?
Alguma vez pensamos em nos acomodar nas cadeiras do centro do salão, quando
vamos a uma conferência, pensando que os que chegarem em cima da hora,
ocuparão as pontas, com maior facilidade?
Pensamos, alguma vez, em ceder a nossa vez no caixa do supermercado a uma
mãe com criança ou alguém que expresse a sua necessidade de sair com maior
rapidez?
Pensemos nisso. Mesmo porque, há pouco mais de dois milênios, um Rei que se
fez carpinteiro, ensinou sabiamente: "quando fordes convidados a um
banquete, não vos assenteis nos primeiros lugares..."
O ensino vale para cada dia e situação das nossas vidas.

Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita, com base em narração de fato
real.



Escrito por Daniel às 09h17
[ ] [ envie esta mensagem ]


[ ver mensagens anteriores ]
 
Meu perfil





BRASIL, Sudeste, RIO DE JANEIRO, JARDIM BOTANICO, Homem, de 26 a 35 anos, Portuguese, Cinema e vídeo, Arte e cultura, Religião
MSN - danielmbarbosa@hotma



Meu humor





Histórico
24/02/2008 a 01/03/2008
24/12/2006 a 30/12/2006
15/10/2006 a 21/10/2006
24/09/2006 a 30/09/2006
30/07/2006 a 05/08/2006
16/07/2006 a 22/07/2006
11/06/2006 a 17/06/2006
28/05/2006 a 03/06/2006
21/05/2006 a 27/05/2006
14/05/2006 a 20/05/2006
07/05/2006 a 13/05/2006
23/04/2006 a 29/04/2006
16/04/2006 a 22/04/2006
26/03/2006 a 01/04/2006
19/03/2006 a 25/03/2006
12/03/2006 a 18/03/2006
19/02/2006 a 25/02/2006
12/02/2006 a 18/02/2006
29/01/2006 a 04/02/2006
22/01/2006 a 28/01/2006
15/01/2006 a 21/01/2006
08/01/2006 a 14/01/2006
01/01/2006 a 07/01/2006
25/12/2005 a 31/12/2005
18/12/2005 a 24/12/2005
27/11/2005 a 03/12/2005
20/11/2005 a 26/11/2005
13/11/2005 a 19/11/2005
06/11/2005 a 12/11/2005
30/10/2005 a 05/11/2005
23/10/2005 a 29/10/2005
16/10/2005 a 22/10/2005
09/10/2005 a 15/10/2005
02/10/2005 a 08/10/2005
25/09/2005 a 01/10/2005
18/09/2005 a 24/09/2005
04/09/2005 a 10/09/2005
21/08/2005 a 27/08/2005
14/08/2005 a 20/08/2005
07/08/2005 a 13/08/2005
31/07/2005 a 06/08/2005
24/07/2005 a 30/07/2005
17/07/2005 a 23/07/2005
10/07/2005 a 16/07/2005
03/07/2005 a 09/07/2005
26/06/2005 a 02/07/2005
19/06/2005 a 25/06/2005
12/06/2005 a 18/06/2005
05/06/2005 a 11/06/2005
29/05/2005 a 04/06/2005
22/05/2005 a 28/05/2005
15/05/2005 a 21/05/2005
08/05/2005 a 14/05/2005
01/05/2005 a 07/05/2005
24/04/2005 a 30/04/2005
17/04/2005 a 23/04/2005
10/04/2005 a 16/04/2005
03/04/2005 a 09/04/2005
27/03/2005 a 02/04/2005
20/03/2005 a 26/03/2005
13/03/2005 a 19/03/2005
06/03/2005 a 12/03/2005
27/02/2005 a 05/03/2005
20/02/2005 a 26/02/2005
13/02/2005 a 19/02/2005
30/01/2005 a 05/02/2005
23/01/2005 a 29/01/2005
16/01/2005 a 22/01/2005
09/01/2005 a 15/01/2005
02/01/2005 a 08/01/2005
26/12/2004 a 01/01/2005
19/12/2004 a 25/12/2004
12/12/2004 a 18/12/2004
05/12/2004 a 11/12/2004
28/11/2004 a 04/12/2004
21/11/2004 a 27/11/2004
14/11/2004 a 20/11/2004
07/11/2004 a 13/11/2004
31/10/2004 a 06/11/2004
24/10/2004 a 30/10/2004
17/10/2004 a 23/10/2004
10/10/2004 a 16/10/2004
03/10/2004 a 09/10/2004
26/09/2004 a 02/10/2004
19/09/2004 a 25/09/2004
12/09/2004 a 18/09/2004
05/09/2004 a 11/09/2004
29/08/2004 a 04/09/2004
22/08/2004 a 28/08/2004
15/08/2004 a 21/08/2004
08/08/2004 a 14/08/2004
01/08/2004 a 07/08/2004
25/07/2004 a 31/07/2004
18/07/2004 a 24/07/2004
11/07/2004 a 17/07/2004
04/07/2004 a 10/07/2004
27/06/2004 a 03/07/2004
20/06/2004 a 26/06/2004
13/06/2004 a 19/06/2004
06/06/2004 a 12/06/2004
30/05/2004 a 05/06/2004




Votação
Dê uma nota para
meu blog



Outros sites
 Meu FOTOBLOG
 A viajante
 Garimpos de Amor
 Momento de Reflexão
 Kall
 Espiritismo
 keckinha
 Diario de uma Casada
 Espiritualidade
 Grupo de Música espirita
 Estava Escrito
 Luar Vermelho - Karla
 UOL - O melhor conteúdo





O que é isto?