Daniel Barbosa


COMO SE ESCREVE...?


Quando Joey tinha somente cinco anos, a professora do jardim de infância
pediu aos alunos que fizessem um desenho de alguma coisa que eles amavam.
Joey desenhou a sua família. Depois, traçou um grande círculo com lápis
vermelho ao redor das figuras. Desejando escrever uma palavra acima do
círculo, ele saiu de sua mesinha e foi até à mesa da professora.
Professora, como a gente escreve...?
Ela não o deixou concluir a pergunta. Mandou-o voltar para o seu lugar e não
se atrever mais a interromper a aula. Joey dobrou o papel e o guardou no
bolso.
Quando retornou para sua casa, naquele dia, ele se lembrou do desenho e o
tirou do bolso. Alisou-o bem sobre a mesa da cozinha, foi até sua mochila,
pegou um lápis e olhou para o grande círculo vermelho.
Sua mãe estava preparando o jantar, indo e vindo do fogão para a pia, para a
mesa. Ele queria terminar o desenho antes de mostrá-lo para ela.
Mamãe, como a gente escreve...?
Menino, não dá para ver que estou ocupada agora? Vá brincar lá fora. E não
bata a porta, foi a resposta dela.
Ele dobrou o desenho e o guardou no bolso. Naquela noite, ele tirou outra
vez o desenho do bolso. Olhou para o grande círculo vermelho, foi até à
cozinha e pegou o lápis. Ele queria terminar o desenho antes de mostrá-lo
para seu pai.
Alisou bem as dobras e colocou o desenho no chão da sala, perto da poltrona
reclinável do seu pai.
Papai, como a gente escreve...?
Joey, estou lendo o jornal e não quero ser interrompido. Vá brincar lá fora.
E não bata a porta.
O garoto dobrou o desenho e o guardou no bolso. No dia seguinte, quando sua
mãe separava a roupa para lavar, encontrou no bolso da calça do filho
enrolados num papel, uma pedrinha, um pedaço de barbante e duas bolinhas de
gude. Todos os tesouros que ele catara enquanto brincava fora de casa.ela
nem abriu o papel. Atirou tudo no lixo.
Os anos rolaram...
Quando Joey tinha 28 anos, sua filha de cinco anos, Annie fez um desenho.
Era o desenho de sua família. O pai riu quando ela apontou uma figura alta,
de forma indefinida e disse:
Este aqui é você, papai!
A garota também riu. O pai olhou pra o grande círculo vermelho feito por sua
filha, ao redor das figuras e lentamente começou a passar o dedo sobre o
círculo.
Annie desceu rapidamente do colo do pai e avisou: eu volto logo!
E voltou. Com um lápis na mão. Acomodou-se outra vez nos joelhos do pai,
posicionou a ponta do lápis perto do topo do grande círculo vermelho e
perguntou:
Papai, como a gente escreve amor?
Ele abraçou a filha, tomou a sua mãozinha e a foi conduzindo, devagar,
ajudando-a a formar as letras, enquanto dizia: amor, querida, amor se
escreve com as letras T...E...M...P...O (TEMPO).
***
Conjugue o verbo amar todo o tempo. Use o seu tempo para amar. Crie um tempo
extra para amar, não esquecendo que para os filhos, em especial, o que
importa é ter quem ouça e opine, quem participe e vibre, quem conheça e
incentive.
Não espere seu filho ter que descobrir sozinho como se soletra amor,
família, afeição.
Por fim, lembre: se você não tiver tempo para amar, crie. Afinal, o ser
humano é um poço de criatividade e o tempo...bom, o tempo é uma questão de
escolha.

Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no cap. Círculo de amor, de
Jeannie S. Williams, do livro Histórias para o coração da mulher, de Alice
Gray, Editora United Press, 2002.


Escrito por Daniel às 11h02
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ONDE A FELICIDADE MORA?



Você sabe onde mora a felicidade?
Sim, se você deseja encontrar a felicidade, primeiro é preciso saber onde
ela mora.
Talvez você nunca tenha pensado nisso, mas a felicidade pode ser encontrada
em vários lugares e revestida das mais variadas formas.
No entanto, é preciso procurar com sabedoria, para não seguir falsos guias
ou falsas trilhas.
Muitas vezes o prazer tem acenado para as pessoas que estão em busca da
felicidade, mas logo ele se vai, deixando rastros confusos e um forte sabor
de amargura.
Outras vezes a riqueza se diz proprietária da felicidade, mas nem sempre
consegue aprisionar essa fugitiva, que logo se vai, deixando uma sensação de
vazio naqueles que acreditam em suas falsas promessas.
Não raro, o poder, travestido de orgulho, se coloca como único mensageiro da
felicidade, iludindo aqueles que caem em suas malhas cruéis.
Sem escrúpulos, a ambição desmedida tem se apresentado como guia capaz de
conduzir os interessados à morada da felicidade, mas, tão logo suas vítimas
abrem os olhos, já estão bem distantes do seu objetivo.
D'outras vezes, a juventude, de combinação com a beleza física, arrebata
criaturas descuidadas que estão em busca da felicidade, para logo mais
abandoná-las, sem rumo e sem esperança, na estrada da desilusão.
Talvez seja por isso que a felicidade é o tesouro mais procurado e mais
dificilmente encontrado.
E você sabe por quê? Porque o homem a tem buscado em coisas exteriores,
situações passageiras ou em outras pessoas.
Com efeito, nem a riqueza, nem o poder, nem a florida juventude, nem mesmo
todas essas condições tão desejadas reunidas são condições essenciais à
felicidade...
Isso se pode constatar porque incessantemente se ouvem, no seio das classes
mais abastadas, pessoas de todas as idades se queixarem amargamente da
situação em que se encontram.
Quem deseja, sinceramente, ser feliz, sabe que a felicidade independe de
valores externos, mas é a somatória de vários fatores internos, como o dever
cumprido, a consciência tranqüila, a serenidade da alma.
Ao contrário do que se pensa, a felicidade não é ausência de sofrimento, de
dor, de obstáculos no caminho, mas é o estado d'alma que o ser conquista,
apesar de todos os desafios naturais da caminhada evolutiva.
Todos os grandes líderes da humanidade lutaram até atingir sua meta:
alcançar a felicidade possível, neste planeta de provas e expiações.
Buda renunciou a todo conforto principesco para conquistar a iluminação.
Maomé sofreu perseguições e permaneceu invencível até alcançar sua meta.
Gandhi foi preso inúmeras vezes, sem reagir, fiel aos planos de
não-violência e da liberdade para seu povo.
E Jesus preferiu a cruz infamante à mudar seu comportamento baseado no amor.
Como se pode perceber, a felicidade de cada indivíduo depende da fidelidade
que cada um tem para consigo mesmo e para com as metas que estabeleceu para
alcançá-la.
Assim sendo, a felicidade encontra morada onde quer que exista alguém
disposto a lhe dar guarida.
Pode ser num casebre ou numa mansão, num leito de dor ou num jardim de
alegrias, o importante é saber senti-la e saber cultivá-la.
E você? Gostaria de plantar nos jardins secretos da sua alma, as sementes de
felicidade?
Pense nisso!
"Na terra, a felicidade somente é possível quando alguém se esquece de si
mesmo para pensar e fazer tudo que lhe seja possível em favor do seu
próximo."
Pense nisso!

Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no livro Momentos de
Alegria, cap. 1, ed. Leal, e pensamento do livro Repositório de Sabedoria,
vol I, ed. Leal verbete felicidade.



Escrito por Daniel às 16h55
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