Daniel Barbosa


SUPERE A PERTURBAÇÃO



É bem verdade que o seu dia-a-dia tem o valor de uma trama de desafios,
aptos a lhe conferir a diplomação em diversas virtudes.
Essas virtudes o auxiliarão a transpor as barreiras morais que ainda o
afastam da alegria verdadeira e da paz-conquista, que o erguerão do chão
comum do mundo aos cimos da consciência iluminada por seus esforços na
existência terrena.
No seu período diário, não são poucas as ocasiões de se exasperar, de lhe
desnortear ou de entristecer seu íntimo, aguardando pela sua coragem e
lucidez para não passar recibo a tais perturbações.
Você se angustia com os preços mais altos da feira onde se abastece;
Você se entristece com a indiferença ou frieza emocional dos que lhe devem
afetividade e amor;
Você se enraivece com a mentira deslavada que toma ares de legislação digna,
nos arraiais em que se movimentam seus passos;
Você se irrita com os baixos salários, enquanto se apercebe das múltiplas
necessidades materiais da sua vida, que têm que ser adiadas;
Você se curva perante o familiar que não o ouve, que não lhe considera os
arrazoados honestos, e tudo isso, com certeza, pesa sobre seu estado
psico-emocional.
Não podemos afirmar que nas caminhadas do mundo você não possa desenvolver
esses sentimentos, ou que não lhe devesse passar pela mente as amarguras que
passa.
Entretanto, se você sabe que no mundo apenas conheceremos aflições, conforme
o assegurou Jesus, O Cristo, é de se esperar que pelas Suas trilhas na busca
do sonhado progresso todas essas agruras ocorram, todas essas frustrações
apareçam.
Você não está errado quando se insurge contra o desvario, quando se nega a
aceitar a impostura, quando recrimina o vício, ou quando se indispõe perante
o cinismo, a desfaçatez que costuma mascarar tantos rostos a sua volta.
O que as vozes do bem decantam aos nossos ouvidos, o que Jesus nos ensinou
com seu testemunho terrestre é que você pode dizer isso ou aquilo, você pode
fazer isso ou aquilo; você pode pensar isso ou aquilo, sem que se tenha de
apoiar no destempero verbal;
Sem que precise se envenenar com a agressiva violência; sem que necessite
gritar, explodir, perdendo o próprio controle em face das situações diversas
e desafiadoras que se lhe defrontem.
Adote o hábito, que os mais antigos recomendavam, de "contar até 10", antes
de fazer ou acontecer.
Apóie-se na harmonia íntima que lhe trará luzes e refrigério ao
discernimento, impedindo que você se atire ao abismo de tormentos da alma,
que, indubitavelmente, o farão infeliz e arrependido.
Pense e repense a respeito do aprendizado que as situações difíceis lhe
propiciam:
As bênçãos da paciência, da moderação, da tranqüilidade, da frugalidade, da
tolerância, da fraternidade, da compreensão, da indulgência, do
autocontrole, tornando-o amadurecido para merecer compromissos mais altos na
oficina de Deus, que é a Terra inteira.
A questão principal em tudo é saber como tomar cada providência, sem passar
recibo às sombras, não o esqueça.
Caso você esteja no lar, no local de trabalho, no lazer, nas atividades
desportivas ou nas lidas da sua fé, não se esqueça que está diante de
importantes desafios que visam a diplomá-lo em virtude, ante os olhos
amorosos do criador.
Mais uma vez, queremos lhe advertir para que não se deixe perturbar com as
ocorrências diárias.
Para que não passe recibo ao mal ou às insinuações do mal, quando cada dia
no mundo, com todos os seus episódios, não passa de mais um dia de aulas,
com estranhos professores chamados a conferir-lhe o devido grau, na
abençoada escola terrestre.

Pensamento

O homem jamais deve esquecer que se acha num mundo inferior, ao qual somente
as suas imperfeições o conservam preso.
A cada vicissitude, cumpre-lhe lembrar-se de que, se pertencesse a um mundo
mais adiantado, isso não se daria e que só de si depende não voltar a este,
trabalhando por se melhorar.

Equipe de Redação do Momento Espírita, adaptação do cap. 27 do livro Para
uso diário, do Espírito Joanes, psicografia de J. Raul Teixeira, Ed. Fráter.




Escrito por Daniel às 06h55
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CARIDADE E VOCÊ



Você tem observado os quadros do mundo e tem sentido o coração apertado,
mais de uma vez.
Você assiste, pela TV, as cenas de crianças morrendo de fome, de doentes em
corredores de hospitais perecendo por falta de assistência.
"É o caos", pensa você. E espera que o governo tome providências. Que as
autoridades se movimentem.
Entretanto, não se demore na posição de comentarista.
Pense no que você pode fazer.
Não diga que é pobre e incapaz de contribuir na campanha do bem ao próximo.
Pensemos juntos.
Se você renunciar a um refrigerante em cada cinco, segundo os seus hábitos,
poderá destinar a quantia, ao final de um mês a um hospital.
A sua renúncia equivalerá a uma medicação para um doente.
Se você renunciar ao cinema uma vez em cada cinco, endereçando o valor
economizado a uma creche, ao término de algumas semanas a instituição
contará com mais leite em favor daquelas crianças.
Se você renunciar à compra de uma revista em cada cinco que costuma
adquirir, ao término de duas ou três semanas, o valor poderá ser destinado a
uma instituição que acolha idosos.
O dinheiro poderá servir, quem sabe, para comprar uns docinhos extras,
pequenas guloseimas que eles ainda apreciam.
Se você economizar as peças de vestuário, guardando a importância
equivalente a uma delas em cada cinco, ao final de um ano você disporá de
recursos suficientes para vestir alguém que a nudez ameaça.
Se você deixar de ir ao restaurante uma vez em cada cinco que costume ir, ao
final de algumas semanas, poderá encaminhar o valor economizado a um
albergue para alimentar quem se encontra distante do próprio lar.
Se você economizar o equivalente à aquisição de um novo calçado, a cada
cinco, poderá endereçar o valor para uma instituição que lute com
dificuldades para pagar a conta da energia elétrica, da água ou do
supermercado.
Não espere, portanto, pelas decisões do governo. Ou que pessoas mais
abonadas do que você realizem aquilo que você pode realizar.
Será uma gota no oceano, dirá você. Mas não esqueça que o oceano é feito de
gotas d'água e que o rio começa com um filete na fenda da montanha.
Não espere pela bondade dos outros.
Lembre-se daquela que você mesmo pode fazer.
É possível que você diga que tem direito ao supérfluo, porque luta e
trabalha para isso. E tem razão. Mas pense naqueles a quem falta o
necessário.
Você pode afirmar que está contribuindo com a indústria do refrigerante, a
mídia escrita, as empresas da moda e os restaurantes.
Porque todos são fonte de trabalho para muitas pessoas. É verdade. Mas o que
você economizar, destinando a outrem, continuará movimentando a indústria e
o comércio.
E estará diminuindo dores, mitigando a fome, protegendo corpos, enriquecendo
um pouco a mesa de alguém que já abandonou os sonhos há muito tempo...
Não contestamos seu direito de decidir a forma de empregar os seus recursos
amoedados.
A vontade é atributo do espírito. É dádiva de Deus para que decidamos, por
nós, quanto à direção do próprio destino.
O nosso lembrete é somente uma sugestão para aqueles que acreditam na força
da caridade.
E essa caridade só terá realmente valor se houver algum laço entre a
caridade e você.

***

Caridade é bênção sublime a se desdobrar em socorro silencioso.
É uma escada de luz onde o próximo é o degrau evolutivo que permite a
ascensão e o auxílio fraternal é oportunidade iluminativa.
A caridade - vida da alma - é a mais alta conquista que o homem poderá
colocar como meta para si mesmo.

Equipe de Redação do Momento Espírita com base no cap. 57 do livro O
Espírito da verdade, de Espíritos diversos, psicografia de Francisco Cândido
Xavier e Waldo Vieira, ed. Feb e do verbete caridade do livro Repositório de
sabedoria, do Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira
Franco, ed. Leal



Escrito por Daniel às 22h22
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AS FORÇAS DO AMANHÃ


Ninguém vive só.
Nossa alma é sempre núcleo de influência para os demais.
Nossos atos possuem linguagem positiva.
Nossas palavras influenciam à distância.
Achamo-nos magneticamente associados uns aos outros.
Ações e reações caracterizam-nos a marcha.
Assim, é necessário saber que espécie de forças projetamos naqueles que nos
cercam.
Nossa conduta é um livro aberto que denuncia nossa condição interior.
Muitos de nossos gestos insignificantes alcançam o próximo, gerando
inesperadas resoluções.
Quantas frases, aparentemente inexpressivas, que saem da nossa boca e
estabelecem grandes acontecimentos.
A cada dia emitimos sugestões para o bem ou para o mal.
Dirigentes arrastam dirigidos.
Administrados inspiram administradores.
Qual caminho nossa atitude está indicando?
Um pouco de fermento leveda toda a massa.
Não dispomos de recursos para analisar a extensão de nossa influência, mas
podemos examinar-lhe a qualidade essencial
Cuidado, pois, com o alimento invisível que você fornece às vidas que o
rodeiam.
Em momentos de indignação, uma palavra mal colocada pode ser o estopim para
induzir o próximo ao cometimento de desatinos de conseqüências
irreversíveis.
Um comentário maldoso talvez se multiplique ao infinito, causando na vida
alheia dores e humilhações intensas.
O pai que não cumpre os compromissos assumidos com os filhos pode suscitar
nestes a idéia de que não é importante manter a palavra dada.
Esse exemplo negativo pode multiplicar-se por gerações.
O chefe que não assume a responsabilidade pela orientação que dá aos
subordinados instala a desconfiança em sua equipe.
Em momentos de crise, a ausência de coesão no ambiente de trabalho pode
levar uma empresa à falência, em prejuízo de toda a coletividade.
Por outro lado, comentar as virtudes de alguém que cometeu um pequeno
deslize talvez faça cessar a maledicência.
Em momentos de distúrbio, quem consegue manter o equilíbrio e a paz,
exteriorizando isso mediante atos e palavras, faz murchar a insânia dos
demais.
Não raro tal conduta provoca um generalizado constrangimento, pela imediata
e coletiva percepção do equívoco em que se incidia.
Não há nada como a grandeza alheia para fazer o homem perceber sua própria
pequenez.
Defender corajosamente os mais fracos quiçá tenha o condão de motivar outras
pessoas a também protegerem os desvalidos.
Manter-se honesto e íntegro, mesmo em face das maiores tentações, talvez
seduza outros para a causa do bem.
A visão da generosidade em franca atividade é um grande consolo, em um mundo
onde o egoísmo grassa.
Por se afigurar admirável a prática de virtudes, há tendência de alguém
genuinamente virtuoso ser admirado e imitado.
Nosso destino se desdobra em correntes de fluxo e refluxo.
As forças que exteriorizamos hoje, potencializadas pelos atos que
inspiramos, voltarão a nossa vida amanhã.
Desse modo, nunca é demais prestar atenção no testemunho que damos.
Será nossa presença um fator de equilíbrio no mundo?
Por força da lei de causa e efeito, que opera no universo, recebemos o que
damos.
Se desejamos paz, compreensão e conforto, devemos oferecê-los ao próximo,
por meio de nossos sentimentos, atos e palavras.
Pensemos nisso.

Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no capítulo XIII do livro
Segue-me!..., do Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier.



Escrito por Daniel às 07h26
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