Daniel Barbosa


PARA UM MUNDO MELHOR


Como aguardar a melhoria do mundo, se tão poucos cuidados existem para com o
coração infantil?
Como ter esperança de tempos melhores para a humanidade, a curto ou médio
prazo, perante essa indiferença gritante para com a alma infantil?
Como se pode condenar o adolescente de costumes anti-sociais, quando
tornou-se quase uma regra o abandono da criança a sua própria sorte?
Como pensar num tempo de equilíbrio para a sociedade e de paz para o mundo,
quando se negligencia tanto a formação dos pequenos, quando se atiram
notícias e imagens de guerras em suas mentes, sem qualquer piedade?
Como querer uma infância saudável para a terra, frente às cenas grotescas em
que o sexo em desalinho e a pornografia disputam as atenções das crianças,
ante o consentimento passivo de pais e de mestres?
Como aspirar pela era de harmonia e de fraternidade no planeta, se as lutas
violentas, o incentivo às trapaças e a instigação ao uso de armas têm
entrada franqueada nos lares e são absorvidos com a avidez da novidade pela
mente infantil?
A hora que atravessamos no mundo é, verdadeiramente, uma hora de grande
densidade.
É uma hora em que ouvimos discursos lúcidos com palavras belas que ocultam a
convivência com a omissão e a irracionalidade dos que discursam, no que diz
respeito às providências educacionais para os pequenos.
Essas crianças são espíritos que chegam à terra cheios de confiança nos
irmãos que os antecederam na atual existência no orbe terrestre.
Esses irmãos deixaram no além promessas e projetos de atendimento e de
orientação aos pequeninos, exatamente para suplantar o pretérito de omissões
e despautério já vivenciados...
Esses são dias de valorização das aparências.
Idéias comovedoras, sugestões delicadíssimas, documentos oficiais com ampla
visibilidade...
Campanhas de mídias muito bem aprumadas, tudo relativo ao atendimento da
infância, desses pequenos filhos de Deus que acabam de chegar ao mundo sob
os cuidados da sociedade.
Tudo isso se perde na correnteza do interesse imediatista de projeção social
e da ganância desmedida, que desviam recursos humanos e financeiros,
valiosos e variados, da rota da cidadania e dos caminhos da caridade, para
favorecimentos inconfessáveis.
Unamos esforços, dessa maneira, em redor da infância e da juventude,
ardorosamente, por sabermos que ainda há tempo de diminuir as dores futuras
da humanidade, através do labor que iniciemos agora ou que ajudarmos em sua
manutenção.
Cerremos fileiras em torno do ensinamento de Jesus, atendendo a sua proposta
de deixar que os pequenos o possam encontrar, até a ele chegar, sem qualquer
impedimento de nossa parte, pelos caminhos terrenos.
Somente quando a criança for agasalhada pela atenção carinhosa, quando for
calçada pelo bem responsável e alimentada pelos pomos do amor
pater-mater-fraternal, poderemos, então, sonhar com o mundo melhor que tanto
esperamos.

Essa mensagem é de alguém que observa os acontecimentos do plano físico, sob
a ótica do "hemisfério espiritual".
É um espírito interessado na construção de um mundo melhor, e que vem nos
trazer essas advertências sérias e ao mesmo tempo um convite para que
façamos a parte que nos cabe.
Importante ressaltar que nossos atos estão sendo observados do além túmulo.
Até mesmo aqueles que não desejamos confessar a nós próprios.
Agora podemos entender a afirmativa de Jesus, quando disse que tudo o que
está escondido será revelado. Até nossos mais secretos pensamentos.
Uma nuvem de testemunhas nos segue os passos e não tem como fugir desses
seres invisíveis.
Pense nisso!
E se você é alguém que assumiu algum compromisso com a infância, terá que
prestar contas de sua administração, mais cedo ou mais tarde, às soberanas e
invioláveis leis de Deus.
Pense nisso, mas pense agora!

Equipe de Redação do Momento Espírita, tendo por base a mensagem do Espírito
Clélia Rocha, psicografada pelo médium Raul Teixeira, em 03.3.2003, na
Fazenda Recreio, Pedreira-SP

Escrito por Daniel às 18h50
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Mensagem

Louvado Seja Deus, Louvado Seja nosso senhor Jesus Cristo.

 

 

Meu irmão, por que encontra-te abatido, por vezes amargo e com sentimento de solidão? Por que encontra-te aflito, inconformado pelo medo?

Meu irmão, de fato tens sido caridoso, passando seus dias dando de comer a criança faminta, dando de beber ao pobre sedento e até consolaste o doente irrecuperável. É verdade também, que tua dívida aumentou e o teu melhor amigo se quer parou para te ouvir.

Certa vez caminhei por um campo florido, sendo recebido por rosas que sinalizavam o amor, violetas que anunciavam paixão, por orquídeas que apontavam no céu o brilho do sol, cujos raios entrecruzavam pássaros, que entoavam um canto de harmonia e ternura. A minha frente um anjo de nome Gabriele colocou-se a falar, porém nada conseguia ouvir. Seguia com passos cada vez mais firme, convencendo-me da minha superioridade, da minha força e do meu poder, até que aquele campo florido e doce foi transformando-se em um campo árido e amargo, restando em minha mão, um copo d’água. Diante de mim, apareceram duas crianças, sendo uma delas nitidamente frágil e pobre e a outra uma linda e reluzente. Atraído pelo belo, tomei em meus braços está última e ao dar um gole de minha água, esta transformou-se em um cão preto e de olhos vermelhos. Acabei por me envolver com grande pavor e raiva. Prosseguindo mais à frente, novamente as duas crianças se fizeram presentes. Utilizando-me da minha astúcia, compreendi que era preciso agradar a DEUS, recebendo em meus braços a criança pobre, e então recuperar o meu canto belo. Tomei esta em meus braços e dei a ela de beber da minha água, quando esta também tomou a forma de um cão preto e de olhos vermelhos.

Envolvido por tamanha raiva, observei que sucederam outras aparições de crianças necessitadas, porém mantive no caminho sem a elas dar atenção, pois nada conseguia em troca. Notei, entretanto, que meu espírito estava dominado pela raiva, desespero e egoísmo. Tal fato me fez sentir profundo desamparo e em lágrimas e com toda a sinceridade orei a Deus nosso pai. Por um momento observei um velho moribundo que estendia as mãos em súplicas. Notei uma imensa compaixão invadir meu corpo e dei ao velhinho o último gole de minha água, quando este transformou-se no anjo Gabriele, que se pôs a falar – Meu querido irmão, procurei alertá-lo de todo os males que estavam por vir e o altíssimo, em sua misericórdia, transmitia a mensagem em que em sua caminhada, não perdesse a devoção, mesmo diante das maiores dificuldades, e que teus passos fossem envolvidos com caridade pura, despretensiosa e desinteressada, provinda da alma e não da matéria...Em dado momento interrompi o anjo e lhe perguntei por que não disseste isto para mim de modo que pudesse escutar as mensagens? Respondeu-me o anjo Gabriele - Meu irmão, é que para escutar as mensagens de DEUS é preciso abrir os ouvidos do coração.

 

                                                                                  PAI ANDRÉ

 

Psicografado pelo irmão Ronaldo no Centro Espírita Estrela do Oriente em 10/08/2004



Escrito por Daniel às 20h11
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SALVAÇÃO PELA FÉ



A fé é o maior tesouro da alma.
É a grande luz que ilumina nossos destinos, enriquece nossa inteligência e
exalta o nosso coração.
A fé é o emblema da perfeição e a insígnia do poder.
Por isso, Jesus disse aos Seus discípulos: "se tivésseis fé do tamanho de
uma semente de mostarda, diríeis a este amoreira: transplanta-te para o mar
e ela vos obedeceria."
A fé é um cabedal que valoriza a alma, tal como o ouro no mundo valoriza o
homem.
Na esfera material o homem tem sido considerado pelo que tem.
Na esfera espiritual cada um vale pela fé que possui.
Para se possuir legalmente bens materiais, na Terra, é necessário trabalho,
raciocínio e esforço.
Para se adquirir a verdadeira fé também é indispensável o trabalho, o
raciocínio, o estudo e o esforço.
A prosperidade material é produto do trabalho.
A prosperidade espiritual é uma conquista do espírito humano.
O dinheiro facilita o bem estar físico.
A fé, por sua vez, felicita o homem, não só espiritualmente, mas também
atinge o seu físico.
A fé não se compra nos templos de mercadores, nem nas feiras. Não se dá por
esmola, nem se adquire por herança.
A fé adquire-se especialmente pela aquisição de conhecimento.
Sobre esse assunto, Allan Kardec, deixou-nos o seguinte ensinamento: "fé
verdadeira é a que pode encarar a razão face a face, em qualquer época da
humanidade."

Deus tem concedido aos homens as mais variadas bênçãos, menos a fé.
Por essa razão, vê-se em todas as religiões, pessoas capazes de nos cativar
pela bondade, maravilharem-nos por sua paciência, atraírem-nos pela sua
caridade.
Entretanto, facilmente notamos também nelas a ausência da verdadeira fé.
Por quê?
Porque a fé não se adquire sem estudo, sem trabalho, sem o exercício do
livre-arbítrio.
Muitos homens ainda encontram-se cegos em face da luz e surdos em relação
aos sons. São, ainda, pessoas sem fé.
Têm o entendimento encoberto pelos véus dos dogmas e dos preconceitos.
A fé verdadeira é poderosa, mas não se impõe pela força.
A cada um de nós foi dada a liberdade para buscar a verdade e abandonar o
engano.
A fé é o alimento que sustenta o espírito.
É a água pura que dessedenta a alma.
E assim, como o comer e o beber exigem um esforço dirigido da vontade,
também a fé não se conquista sem a aplicação de meios adequados a sua
obtenção.
A fé é a sabedoria consubstanciada no amor que nos conduz a Deus.
Esta sim, a fé raciocinada, é a fé que efetivamente há de nos salvar.

Pense nisso!

Não é a repetição automática de palavras decoradas que nos aproximam de
Deus.
Não é a oferta de valores e de bens que nos concederá a paz que tanto
almejamos.
Não serão rituais, nem trajes específicos que garantirão às nossas almas o
consolo e a orientação de que necessitamos.
Deus dispensa fórmulas para estender seus braços amorosos em nossa direção.
Somente a fé verdadeira, que deve ser conquistada por cada um de nós,
individualmente e à custa de esforço e dedicação, é que nos oferecerá tais
bênçãos de forma efetiva e permanente.
Pensemos nisso!

Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no livro Parábolas e Ensinos
de Jesus, de Cairbar Schutel, pp. 260-263, Casa Editora O Clarim, 13ª
edição.


Escrito por Daniel às 10h09
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