ORAÇÃO E HUMILDADE
Meu Deus, sei que ainda sou um ser em evolução e que muitas vezes fujo dos objetivos que o Senhor traçou para que eu alcance a minha felicidade. Sei também que nem sempre consigo fazer o bem que desejo, e muitas são as vezes que faço o mal que já não gostaria mais de fazer. Por isso venho a ti, Senhor, para rogar forças, coragem e lucidez para acertar mais vezes do que me equivocar, e quando me equivocar, que seja por fraqueza ou ignorância, mas nunca por deliberação. Venho a ti para pedir que não permita, em tempo algum, que eu perca a vontade de viver, apesar dos momentos de dor e de sofrimento, que por certo terei que passar. Pedir ajuda para cultivar o otimismo, mesmo que o futuro não seja tão promissor. Para que me ensine a desenvolver o romantismo, ainda que em meu peito o coração pareça ter emudecido. Senhor, ajuda-me a não perder a fé na amizade, mesmo que às vezes os amigos me traiam ou me abandonem nos momentos em que mais precisar deles. Ajuda-me a cultivar o hábito e a alegria de ajudar as pessoas, ainda que muitas delas sejam ingratas e incapazes de retribuir. Ensina-me a manter o equilíbrio até nos momentos de grandes abalos, em que tudo conspire para que eu perca o rumo. Senhor, ajuda-me a amar sem esperar retribuição nem reconhecimento dos seres amados. A observar a vida com brilho no olhar, até nos momentos em que a escuridão turbe os meus olhos. A enfrentar os desafios da vida com garra e disposição, mesmo sabendo que as derrotas são inevitáveis no meu caminho. Permita-me usar sempre a razão e o bom senso, ainda que o apelo dos vícios seja forte, insistente e constante na minha intimidade. Sobretudo, Senhor, ajuda-me a elevar o sentimento de justiça acima dos meus próprios interesses. Permita-me conservar o amor pela família, mesmo que ela me exija imensos esforços e árduas renúncias em prol da sua harmonia. Ensina-me a ver sempre o lado bom e belo das coisas, apesar das lágrimas que brotam amargas do fundo da minha alma. Senhor, que eu jamais perca a vontade de herdar as estrelas, mesmo habitando um planeta pequeno e de categoria inferior. E, acima de tudo... Que eu jamais esqueça que o Senhor é a inteligência suprema do universo e que me ama infinitamente... Que provê minhas necessidades, ampara-me sempre e só quer o meu aperfeiçoamento. Que eu possa entender as pessoas que são mais frágeis que eu... A não julgar o meu semelhante... A educar meus sentimentos e desenvolver minha inteligência... E, por fim, que eu nunca esqueça que sou um espírito imortal... E que minha felicidade é uma conquista minha...
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Nos dias em que a tristeza se apresentar, dissimulada e insistente em sua janela, recolha-se por alguns instantes... Busque sintonizar com as forças do bem, que pairam acima das nuvens densas que envolvem a terra, e alimente sua intimidade com a harmonia celeste. Não se deixe envolver pela tristeza, pois ela lhe impedirá de ver a esperança que insiste em lhe acenar com a certeza de que um novo e lindo dia surgirá.
Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita.
Escrito por Daniel às 17h59
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COBRANÇA INDEVIDA
Depois de um dia de caminhada pela mata, mestre e discípulo retornavam ao casebre, seguindo por longa estrada. Ao passarem próximo a uma moita de samambaia, ouviram um gemido. Verificaram e descobriram um homem caído. Estava pálido e com uma grande mancha de sangue, próxima ao coração. Tinha sido ferido e já estava próximo da inconsciência. Com muita dificuldade, mestre e discípulo o carregaram para o casebre rústico, onde viviam. Lá trataram do ferimento. Uma semana depois, já restabelecido, o homem contou que havia sido assaltado e que ao reagir fora ferido por uma faca. Disse também que conhecia seu agressor, e que não descansaria enquanto não se vingasse. Disposto a partir, o homem disse ao sábio: "Senhor, muito lhe agradeço por ter salvado a minha vida. Tenho que partir e levo comigo a gratidão por sua bondade. Vou ao encontro daquele que me atacou e vou fazer com que ele sinta a mesma dor que senti." O mestre olhou fixo para o homem e disse: "Vá e faça o que deseja. Entretanto, devo informá-lo de que você me deve três mil moedas de ouro, como pagamento pelo tratamento que lhe fiz." O homem ficou assustado e disse: "Senhor, é muito dinheiro. Sou um trabalhador e não tenho como lhe pagar esse valor!" Com serenidade, tornou a falar o sábio: "Se não pode pagar pelo bem que recebeu, com que direito quer cobrar o mal que lhe fizeram?" O homem ficou confuso e o mestre concluiu: "Antes de cobrar alguma coisa, procure saber quanto você deve. Não faça cobrança pelas coisas ruins que aconteçam em sua vida, pois a vida pode lhe cobrar tudo de bom que lhe ofereceu."
Todos os dias somos aquinhoados com centenas de bênçãos. A primeira, é a própria oportunidade de tornar a abrir os olhos no corpo físico. Depois, a oportunidade de encher os pulmões de ar. Ar que nos é dado pela Divindade. A bênção do alimento que nos nutre o corpo. Alimento que extraímos da terra generosa, bastando que nela plantemos a semente. A bênção do trabalho que nos permite o desenvolvimento das nossas habilidades, o progresso, a aquisição de bens materiais que nos são necessários. Enfim, o digno sustento próprio e dos que nos constituem responsabilidade. A bênção da religião, que nos fortalece o espírito, dando-nos o conhecimento da existência de um Deus Pai, que dirige os nossos destinos e guarda a nossa vida. A bênção da família, dos amigos, dos colegas, dos animais de estimação. Cada qual, a seu modo, nos oferta, a cada dia, seu carinho, sua devoção, enriquecendo as nossas horas. Pense, enfim, nas bênçãos que todos os dias você recebe, sem esforço algum. Você não precisa acender o sol, nem pedir a ele que apareça. Ele simplesmente vem e lhe dá calor, luz, vida. Você não necessita acionar botão algum para que o vento amigo se manifeste nos dias de ardência. Ele simplesmente vem. Balança o arvoredo, espanca nuvens borrascosas, limpa o céu e ainda brinca de desarrumar os seus cabelos. Você não precisa suplicar ao botão para desabrochar. Ele arrebenta em perfume e colorido para o seu deleite. Você não precisa suplicar aos pássaros que encham de sons o dia. Eles aparecem e brindam seus ouvidos com a variedade infinita de seus trinados e cantorias. Por tudo isso, pense, que direito você tem de tomar contas a quem quer que seja, por algo ruim que lhe tenha feito, ante um débito tão grande para com a divindade que tudo vê, provê, sem exigência alguma. Pense nisso!
Equipe de Redação do Momento Espírita, com base em história de autoria ignorada.
Escrito por Daniel às 06h34
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AMOR CONSISTENTE
O que fazer quando o adolescente é rebelde e raivoso? O que dizer quando o adolescente não deseja ouvir? A adolescência é um período de muita contestação. O adolescente tende a rejeitar tudo que não corresponda à sua idéia de mundo. Alguns ficam irritados com qualquer manifestação pública de amor, por parte dos pais para com ele. Mike era um desses. A simples menção da palavra amor o deixava irritado. Num dia difícil, ele entrou em seu quarto como um furacão, bateu na porta e se jogou na cama. Ali estirado, escorregou as mãos por baixo do travesseiro, encontrou um envelope, com a seguinte recomendação: "para ler quando estiver sozinho." Como ninguém iria saber mesmo se ele lera ou não, ele abriu e leu. "Mike, sei que a vida está dura agora. Sei que você se sente frustrado e que, apesar da nossa boa intenção, nem tudo que fazemos é certo. Mas sei principalmente que amo você demais e nada do que você faça ou diga vai mudar isso. Nunca. Estou aqui para conversar, se você precisar. E, se não precisar, tudo bem. Saiba que não importa aonde você vá ou o que você faça na vida, sempre vou amá-lo e sentir orgulho de tê-lo como filho. Estou aqui por você e o amo. Isso não vai mudar nunca. Com amor. Mamãe." Aquela foi a primeira de muitas cartas. Ele nunca falou a respeito delas para a mãe, até se tornar um adulto. Mas, nos dias atribulados da adolescência, as cartas eram a garantia silenciosa de que ele era amado, incondicionalmente, apesar de tudo. Essa gratuidade do amor de sua mãe o ajudou a superar as crises e revoltas da adolescência, fazendo vir à tona o que ele tinha de melhor. O seu agradecimento a Deus se fez presente mais tarde. Agradecimento pela mãe que teve a sabedoria de discernir o que aquele adolescente raivoso precisava. Por ela ter persistido, apesar do seu silêncio e da sua aparente indiferença. Ainda hoje, quando os mares da vida se tornam revoltos, Mike lembra que a segurança de um amor consistente, durável, incondicional, é capaz de mudar uma vida."
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O adolescente que rejeita tudo que lhe ofertam é, quase sempre, o espírito rebelde que necessita de maior dose de amor e compreensão. Rebela-se ao amor porque teme a ele se entregar. Talvez, porque a mensagem que traga na intimidade, de existências passadas, lhe aponte forte desilusão ou traição de afetos, em passado não distante. Rebela-se aos bons conselhos porque guarda dentro d'alma a certeza de que deve modificar sua conduta, e não o deseja fazer, ansioso por prosseguir em caminhos tortuosos, percorridos em experiências anteriores. O adolescente é alguém que se encontra em um ponto nevrálgico de sua jornada. Necessita abandonar a infância e se defronta com as posturas do homem velho, que, como espírito imortal, traz como herança de si mesmo. Assim, ama esse ser e ampara-o . Esclarece-o, mesmo que pareça desdenhar as palavras dignas. Envolve-o na tua oração de pai ou mãe amorosa e dedica-te, guardando a certeza de que Deus que por ti vela, também haverá de iluminar as veredas do teu filho. Não desistas nunca da sua orientação porque dia virá em que ele te haverá de agradecer a persistência e a dedicação. E, então, poderás observar que ele estará ofertando à sociedade o que o teu amor e a tua perseverança nele semearam de melhor.
Pensamento
A melhor herança que os pais podem dar a seus filhos é a dedicação de alguns minutos de seu tempo, todos os dias.
Equipe de Redação do Momento Espírita com base no cap. Para ler quando estiver sozinho, de autoria de Mike Straver, e pensamento de o a. Batista, do livro Histórias para aquecer o coração das mães, de Jack Canfield, Mark Victor Hansen, Jennifer Read Hawthorne e Marci Shimoff, ed. Sextante.
Escrito por Daniel às 22h56
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