Daniel Barbosa


A OPINIÃO DOS OUTROS


Você se importa com a opinião que os outros têm a seu respeito?
Se a sua resposta for não, então você é uma pessoa que sabe de si mesma. Que
se conhece. É auto-suficiente.
No entanto, se a opinião dos outros sobre você é decisiva, vamos pensar um
pouco sobre o quanto isso pode lhe ser prejudicial.
O primeiro sintoma de alguém que está sob o jugo da opinião alheia, é a
dependência de elogios.
Se ninguém disser que o seu cabelo, a sua roupa, ou outro detalhe qualquer
está bem, a pessoa não se sente segura.
Se alguém lhe diz que está com aparência de doente, a pessoa se sente
amolentada e logo procura um médico.
Se ouve alguém dizer que está gorda, desesperadamente tenta diminuir peso.
Mas se disserem que é bonita, inteligente, esperta, ela também acredita.
Se lhe dizem que é feia, a pessoa se desespera. Principalmente se não tem
condições de reparar a suposta feiúra com cirurgia plástica.
Existem pessoas que ficam o tempo todo à procura de alguém que lhes diga
algo que as faça se sentir seguras, mesmo que esse alguém não as conheça
bem.
Há pessoas que dependem da opinião alheia e se infelicitam na tentativa de
agradar sempre.
São mulheres que aumentam ou diminuem seios, lábios, bochechas, nariz, para
agradar seu pretendido. Como se isso fosse garantir o seu amor.
São homens que fazem implante de cabelo, modificam dentes, queixo, nariz,
malham até à exaustão, para impressionar a sua eleita.
E, quando essas pessoas, inseguras e dependentes, não encontram ninguém que
as elogie, que lhes diga o que desejam ouvir, se infelicitam e, não raro,
caem em depressão.
Não se dão conta de que a opinião dos outros é superficial e leviana, pois
geralmente não conhecem as pessoas das quais falam.
Para que você seja realmente feliz, aprenda a se conhecer e a se aceitar
como você é.
Não acredite em tudo o que falam a seu respeito. Não se deixe impressionar
com falsos elogios, nem com críticas infundadas.
Seja você. Descubra o que tem de bom em sua intimidade e valorize-se.
Ninguém melhor do que você para saber o que se passa na sua alma.
Procure estar bem com a sua consciência, sem neurose de querer agradar os
outros, pois os outros nem sempre dão valor aos seus esforços.
A meditação é excelente ferramenta de auto-ajuda. Mergulhar nas profundezas
da própria alma em busca de si mesmo é arte que merece atenção e dedicação.
Quando a pessoa se conhece, podem emitir dela as opiniões mais
contraditórias que ela não se deixa impressionar, nem iludir, pois sabe da
sua realidade.
Nesses dias em que as mídias tentam criar protótipos de beleza física, e
enaltecer a juventude do corpo como único bem que merece investimento, não
se deixe iludir.
Você vale pelo que é, e não pelo que tem ou aparenta ser. A verdadeira
beleza é a da alma. A eterna juventude é atributo do espírito imortal.
O importante mesmo, é que você se goste. Que você se respeite. Que se cuide
e se sinta bem.
A opinião de alguém só deve fazer sentido e ter peso, se esse alguém estiver
realmente interessado na sua felicidade e no seu bem-estar.

Pense nisso!

Nenhuma opinião que emitam sobre você, deve provocar tristeza ou alegria em
demasia.
Os elogios levianos não acrescentam nada além do que você é, e as críticas
negativas não tornarão você pior.
Busque o autoconhecimento e aprenda a desenvolver a auto-estima.
Mas lembre-se: seja exigente para consigo, e indulgente para com os outros.
Eis uma fórmula segura para que você encontre a autoconfiança e a segurança
necessárias ao seu bem-estar efetivo.
E jamais esqueça que a verdadeira elegância é a do caráter, que procede da
alma justa e nobre.
Pense nisso, e liberte-se do jugo da opinião dos outros.

Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita.


Escrito por Daniel às 22h12
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OS PESSIMISTAS



Certa vez, um poderoso rei, para comemorar o aniversário de seu amado filho,
resolveu fazer uma grande festa para todos os seus súditos.
Entre as muitas atrações do evento, havia um desafio que a todos interessou:
era "a escalada ao poste".
No alto de um gigantesco mastro havia uma cesta repleta de ouro e de comida.
Aquele que conseguisse alcançar o topo daquele poste poderia se deliciar com
a comida e pegar para si todo o ouro.
Muitos dos que estavam presentes, pretendiam participar daquele desafio.
Quando o rei autorizou, foi dado início à prova.
O primeiro a participar foi um rapaz alto e forte.
Ele tomou uma distância curtíssima e começou a subir no poste.
Não chegara nem à metade, quando, cansado e irritado, desistiu.
Enquanto descia, dizia que o poste era alto demais e que não havia nenhuma
possibilidade de que alguém alcançasse o prêmio.
Blasfemava baixinho para que seus queixumes não fossem ouvidos pelo rei, mas
sugeriu àqueles que se aproximavam dele que não tentassem, a fim de que o
rei se visse obrigado a diminuir o tamanho do mastro.
Alguns súditos, influenciados pelas palavras do jovem, sentiram-se
decepcionados com o rei e foram embora cabisbaixos e choramingando.
Outros proferiram contra o rei palavras de desapontamento.
De repente, porém, do meio da multidão surgiu um garotinho muito magro e de
aparência franzina.
Tomou distância, aproveitando o tumulto criado pelo jovem rapaz que o
antecedera, e, correndo como o vento, iniciou sua subida no mastro.
Na primeira tentativa não teve êxito.
Quando se preparava para tentar novamente, as pessoas ao redor gritavam:
"desista! Desista!"
Mesmo assim ele persistiu. Parecia mais convicto do que da primeira vez.
Afastou-se e, com energia, agarrava-se ao mastro, ganhando altura com muito
empenho.
Minutos depois, após ter realizado indescritível esforço, o garoto, diante
do olhar admirado de todos, atingiu o topo e a cesta repleta de ouro e
comida.
Alguns o aplaudiram; outros, incrédulos, comentavam a proeza.
O rei, admirado pela determinação do vencedor, imediatamente foi procurar o
pai do garoto para buscar uma explicação sobre o ocorrido.
"Meu senhor, como pôde esse menino, tão pequeno e fraco, alcançar um
objetivo tão difícil, enquanto todos o instigavam a desistir?" - questionou
curioso o soberano.
Sorrindo, com o filho nos braços, o pai esclareceu: "duas coisas motivaram o
meu filho a agir da forma como agiu: a primeira é a fome, porque há dias o
pobre não come nada. E a segunda é porque ele é surdo, e não ouviu nenhuma
das palavras desencorajadoras que lhe foram dirigidas."

***

Muitas são as razões que podem nos motivar a buscar nossos objetivos.
Algumas delas são nobres e dignas, outras emergenciais e até mesmo casuais.
Em verdade, o mais importante é que tenhamos metas definidas e firme
disposição para persistir sempre.
Distinguir as palavras de orientação das palavras de desestímulo nem sempre
é tarefa fácil.
Usemos, portanto, o bom senso e o discernimento para saber insistir no que
realmente vale a pena, sem nos deixar acovardar pelos discursos pessimistas.

Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no livro As mais belas
parábolas de todos os tempos, vol. I, organizado por Alexandre Rangel, Ed.
Leitura, pp. 94/95.


Escrito por Daniel às 00h06
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