Daniel Barbosa


OUVINDO FALAR DE DEUS



Olhando para os céus e observando as estrelas, ou olhando para as flores e
prestando atenção nos seus detalhes, ou, ainda, acompanhando a gestação, o
nascimento e crescimento de uma criança, não há como evitar nosso
reconhecimento ao Criador da vida.
Ouvir sobre as conquistas científicas feitas por Willian Morton, com a
descoberta da anestesia cirúrgica, ou por Alexander Fleming, que descobriu a
penicilina.
Lembrando Howard Florey e Ernst Chain, que conseguiram purificar a
penicilina, uma etapa importante para seu  uso mais seguro em seres humanos.
Von Mehring e Minkowski e a descoberta da insulina; Robert Hooke, que
construiu o primeiro microscópio. Alexander Graham Nell, que inventou o
telefone e Santos Dumont e a invenção do avião ... É ouvir falar de Deus.
Ouvir falar das ações nobilíssimas de madre Teresa de Calcutá e sua
dedicação aos pobres em todo o mundo; de Martin Luther King e sua luta pelos
direitos dos negros.
Lembrar de Kofi Annam, secretário geral da ONU, e sua luta pela paz entre as
nações.
Pensar em Dalai Lama, e sua pregação pela vida em harmonia; em Shirin Ebadi
e seus esforços pela democracia e os direitos humanos, especialmente por sua
luta pelos direitos das mulheres e das crianças, em Chico Xavier e sua vida
dedicada à caridade ... É ouvir falar de Deus.
Ouvir falar das ações humanitárias da campanha internacional de banimento
das minas terrestres e da organização "médicos sem fronteiras" ... É ouvir
falar de Deus.
Cada país, cada região do mundo, por intermédio de ditos e feitos nas mais
variadas áreas do pensamento e da ação humana, de maior ou menor expressão,
terá ouvido falar de Deus, com certeza.
No entanto, a história da humanidade não é feita somente com grandes
realizações. Ela é composta, principalmente, pelas ações quase anônimas, que
acontecem dentro dos lares, nas relações fraternas entre as pessoas, no
dia-a-dia de cada um.
Por menores que sejam serão importantes para a vida, desde que nossas ações
possam também falar de Deus a quem as presencia ou delas tome conhecimento.
Assim, reveja sua auto-estima, veja-se na condição de quem está auxiliando
na construção do mundo, e nunca diga "impossível" para seus planos, sempre
que estiverem alicerçados em bons propósitos.

Pense nisso!

Não existe nada mais horrível do que gente que diz: "é impossível".
Com sua postura altiva reprovam qualquer tentativa.
Não vêem a menor validade na história da humanidade.
Por eles não haveria a invenção do carro, do rádio, da televisão, nem do
computador e sua memória. Viveríamos na pré-história.
Se as pessoas que dizem: "impossível", governassem, o mundo seria um lugar
bem sem graça.
Descortine a janela da alma com mãos operosas no bem, para que ali se faça
mais presente o sol da vida.
Retire as vendas do preconceito dos olhos para que possa enxergar a vida em
toda a sua verdadeira grandeza, e você entenderá muito bem a assertiva de
Jesus de que é preciso ter olhos de ver e ouvidos de ouvir.
E, com olhos de ver e ouvidos de ouvir, você mais e mais encontrará Deus em
sua vida. "A mente que se abre a uma nova idéia jamais volta ao seu tamanho
original", ensinou Albert Einstein.

Equipe de Redação do Momento Espírita, com base em "O Livro das Virtudes
para Crianças", de Wlliam J Bnnett.




Escrito por Daniel às 00h46
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O VERDADEIRO PODER



Era uma vez um jovem guerreiro famoso por sua invencibilidade.
Era um homem cruel e, por isso, temido por todos.
Quando se aproximava de uma aldeia, os moradores abandonavam suas casas, e
fugiam para as montanhas, porque sabiam que ele não poupava nada, nem
ninguém.
Certo dia, ele e seu exército aproximaram-se de uma aldeia na qual vivia um
sábio ancião.
Todos os habitantes fugiram assustados, menos ele.
O guerreiro entrou na vila e, como de costume, incendiou casas e matou os
animais que encontrou.
Logo chegou à casa do sábio, que permanecia em pé ao lado da porta de
entrada, serenamente.
Quando eles se encontraram, o guerreiro impiedoso disse-lhe que seus dias
haviam chegado ao fim, mas que, no entanto, iria lhe conceder um último
desejo antes de passá-lo pelo fio de sua espada.
O velhinho, sem alterar o seu semblante, disse-lhe que precisava que o
guerreiro fosse até o bosque e que ali cortasse um galho de árvore.
O jovem achou aquilo uma grande besteira, mas decidiu atendê-lo, entre
gargalhadas e deboches.
Foi até o bosque e com um único golpe de espada cortou um galho de árvore.
"Muito bem." - disse o ancião, quando o guerreiro voltou - "quero saber
agora se o senhor é capaz de recolocar este galho na árvore da qual o
arrancou."
O jovem guerreiro entre gargalhadas, chamou-o de louco, respondendo-lhe que
todos sabiam que era impossível colocar o galho cortado na árvore outra vez.
O ancião sorriu e lhe disse: "louco é o senhor, que pensa ter poder só
porque destrói as coisas e mata as pessoas que encontra pela frente. Quem só
sabe destruir e matar não tem poder. Poder tem aquele que sabe juntar, que
sabe unir o que foi separado, que faz reviver o que parece morto. Poder tem
aquele que produz, que cria, que mantém. Essa pessoa, sim, tem o verdadeiro
poder."

Muitos são os que acreditam deter o poder porque atemorizam os demais, ou
porque conseguem destruir o que encontram pela frente.
Acreditam-se poderosos porque são capazes de derrubar pessoas, destruir
grandes obras e silenciar vozes.
Mas isso é um grande engano.
O verdadeiro poder não reside em arrasar existências e fazer cair por terra
o trabalho dos outros.
Não se prova ter poder por meio da força bruta ou através de gritos e
ameaças.
Isso demonstra, tão somente, grave desequilíbrio.
Desfazer o que outros produziram ou tentar abalar edificações morais, tão
duramente estabelecidas, em nada auxiliarão o nosso próprio desenvolvimento.
Tantos são os que agem assim, crendo-se poderosos, iludindo-se e
distribuindo dores ao longo de suas pegadas.
Por outro lado, tão poucos ainda são capazes de edificar, de construir, ou,
ainda, de reerguer o que foi destruído.
Tão poucos se dispõem a persistir, a resistir diante dos vendavais das
dificuldades. Estes, sim, possuem um poder realmente significativo.

Pense nisso!

Há muito a ser reconstruído.
Há muito mais, ainda, a ser feito.
Tantos caminhos aguardam para serem trilhados.
Há tantas tarefas a serem concluídas.
Há pontes de compreensão a serem construídas para superar os despenhadeiros
da intolerância.
Há abrigos de solidariedade e de consolo a serem edificados para refugiar
aqueles que sofrem.
O poder verdadeiro é o daquele que cria, que mantém, que reconstrói, não
apenas um dia, mas todo momento, por toda uma vida.
Pense nisso!

Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no livro As mais belas
parábolas de todos os tempos, vol. I, pp. 31-32, Ed. Leitura, 7ª edição,
organizado por Alexandre Rangel.


Escrito por Daniel às 09h50
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Aos meus pouquissimos visitantes, antes da mensagem, aí na frente, segue essa linda poesia

A gente pode morar numa casa mais ou menos

Numa rua mais ou menos, ou até mesmo numa cidade

mais ou menos, mais o q   gente não pode ter, em hipótese

 alguma, é SONHO e FÉ mais ou menos.

 

Chico Xavier

 



Escrito por Daniel às 12h35
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ALGUÉM PARA COMPARTILHAR



Um amigo nos contou algo impressionante.
Desde muito jovem e antes mesmo de se graduar em física, ele desenvolvia
pesquisas em iniciação científica e se interessava por questões ligadas aos
fundamentos da física, e à lógica matemática.
Continuou seus estudos em Lógica e Filosofia da Ciência no programa de
pós-graduação do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, da Universidade
Estadual de Campinas, entrando no campo da Teoria da Prova.
Seu projeto era provar uma proposição de Dag Prawitz, da "Escola Escandinava
de Teoria da Prova", denominado "Teorema de normalização simples para a
Lógica Clássica de primeira ordem completa".
Em sua tese de doutorado, "Provas de normalização para a Lógica Clássica",
defendida na mesma Instituição em 1990, assumiu o problema proposto por Per
Martin Löf, que consiste em definir um conceito de "pior seqüência de
redução" para as derivações.
Com este trabalho, que lhe valeu o prêmio Santista Juventude conseguiu
provar que, se a pior seqüência de redução termina, então todas as
seqüências terminam em uma única forma normal.

Você deve estar se questionando: "o que vem a ser tudo isso? Não entendi
absolutamente nada!"
Mas foi justamente isso que nos impressionou na história desse amigo.
Ele era profundo estudioso e conhecedor da teoria da prova, uma área
específica da lógica matemática, mas resolveu deixar tudo isso de lado.
E sabe por quê?
Bem, porque ele sentia muita dificuldade em dividir seus conhecimentos com
alguém, pois poucas pessoas conheciam essa área.
"Então", contava-nos ele, "deixei de lado essa matéria porque conhecia
somente umas cinco pessoas com quem podia falar sobre o assunto, e algumas
delas viviam fora do Brasil. Eu sinto necessidade de compartilhar minhas
idéias", concluiu o filósofo.

O ser humano tem necessidade de dividir seus sentimentos com alguém.
Por mais feliz que ele seja, se não houver ninguém para compartilhar, a
felicidade não faz sentido.
De que vale uma grande conquista, sem  alguém que nos abrace e nos diga:
"parabéns, você venceu!"?
De que adianta sentir uma grande alegria se não tiver ninguém para saber
disso?
Não faz sentido sorrir, se não houver alguém para rir conosco.
Quando vemos um filme e algo nos chama a atenção, logo queremos falar sobre
isso, contar para alguém, mesmo que esse alguém seja um desconhecido.
Enfim, a felicidade e a infelicidade são estados d'alma para serem
compartilhados.
Sem alguém para dividir conosco as nossas alegrias e tristezas, a vida fica
sem sentido.
Foi por essa razão que o jovem matemático resolveu deixar de lado aquela
área da lógica e tratar de assuntos que pudesse compartilhar, trocar idéias,
discutir.
É verdade que existem áreas do conhecimento humano com as quais raros
missionários assumem o compromisso de estudar e descobrir meios de torná-los
úteis à humanidade.
Mas mesmo esses ilustres missionários não deixam de sentir, vez ou outra, a
necessidade de compartilhar suas descobertas com alguém.
Na falta de quem os ouça, é bem possível que a depressão lhes faça
companhia. Ainda assim se decidem pelo isolamento, por amor à causa que
assumiram perante suas próprias consciências e pelo bem de seus semelhantes.

Pense nisso!

Sem alguém para compartilhar, não haveria abraços, nem apertos de mãos, nem
troca de idéias...
Não haveria como dividir os medos, os anseios, os sonhos, as alegrias...
As pessoas que vivem isoladas, entram em profundas depressões, perdem a
vitalidade e a vontade de viver...
Pense nisso e, se tiver com quem, compartilhe suas experiências. Descubra a
arte de compartilhar e perceberá que a vida lhe mostrará um colorido todo
especial.

Equipe de Redação do Momento Espírita, com base em conversa com Cosme Massi
e em matéria a seu respeito, publicada no site:
www.fundacaobunge.org.br/fundacaobungepagina_03.htm


Escrito por Daniel às 02h54
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