Daniel Barbosa


Pros Meus poucos e fieis visitantes

Não estrague seu dia....

Não estrague o seu dia. A sua irritação não solucionará problema algum...
As suas contrariedades não alteram a natureza das coisas...
Os seus desapontamentos não fazem o trabalho que só o tempo conseguirá realizar...
O seu mau humor não modifica a vida...
A sua dor não impedirá que o sol brilhe amanhã sobre os bons e os maus...
A sua tristeza não iluminará os caminhos...
O seu desânimo não edificará a ninguém...
As suas lágrimas não substituem o suor que você deve verter em benefício da sua própria felicidade...
As suas reclamações, ainda mesmo afetivas, jamais acrescentarão nos outros um só grama de simpatia por você...
Não estrague o seu dia... Aprenda, com a Sabedoria Divina, a desculpar infinitamente, construindo e reconstruindo sempre para o Infinito Bem.
Muita energia positiva para você.

(Chico Xavier)



Escrito por Daniel às 09h41
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APRENDI...



Um dia desses, enquanto esperava a vez na sala de espera, percebi, solta
entre as revistas, uma folha de papel.
A curiosidade fez com que a tomasse para ler o que estava escrito. Era uma
bela mensagem que alguém havia escrito.
O título era interessante e curioso: aprendi...
Dizia o mais ou menos o seguinte:
Aprendi que eu não posso exigir o amor de ninguém, posso apenas dar boas
razões para que gostem de mim e ter paciência, para que a vida faça o resto.
Aprendi que não importa o quanto certas coisas sejam importantes para mim,
tem gente que não dá a mínima e eu jamais conseguirei convencê-las.
Aprendi que posso passar anos construindo uma verdade e destruí-la em apenas
alguns segundos.
Que posso usar meu charme por apenas 15 minutos, depois disso, preciso saber
do que estou falando.
Eu aprendi... Que posso fazer algo em um minuto e ter que responder por isso
o resto da vida.
Que por mais que se corte um pão em fatias, esse pão continua tendo duas
faces, e o mesmo vale para tudo o que cortamos em nosso caminho.
Aprendi... Que vai demorar muito para me transformar na pessoa que quero
ser, e devo ter paciência.
Mas, aprendi também, que posso ir além dos limites que eu próprio coloquei.
Aprendi que preciso escolher entre controlar meus pensamentos ou ser
controlado por eles.
Que os heróis são pessoas que fazem o que acham que devem fazer naquele
momento, independentemente do medo que sentem.
Aprendi que perdoar exige muita prática.
Que há muita gente que gosta de mim, mas não consegue expressar isso.
Aprendi... Que nos momentos mais difíceis a ajuda veio justamente daquela
pessoa que eu achava que iria tentar piorar as coisas.
Aprendi que posso ficar furioso, tenho direito de me irritar, mas não tenho
o direito de ser cruel.
Que jamais posso dizer a uma criança que seus sonhos são impossíveis, pois
seria uma tragédia para o mundo se eu conseguisse convencê-la disso.
Eu aprendi que meu melhor amigo vai me machucar de vez em quando, que eu
tenho que me acostumar com isso.
Que não é o bastante ser perdoado pelos outros, eu preciso me perdoar
primeiro.
Aprendi que, não importa o quanto meu coração esteja sofrendo, o mundo não
vai parar por causa disso.
Eu aprendi... Que as circunstâncias de minha infância são responsáveis pelo
que eu sou, mas não pelas escolhas que eu faço quando adulto.
Aprendi que numa briga eu preciso escolher de que lado estou, mesmo quando
não quero me  envolver.
Que, quando duas pessoas discutem, não significa que elas se odeiem; e
quando duas pessoas não discutem não significa que elas se amem.
Aprendi que por mais que eu queira proteger os meus filhos, eles vão se
machucar e eu também. Isso faz parte da vida.
Aprendi que a minha existência pode mudar para sempre, em poucas horas, por
causa de gente que eu nunca vi antes.
Aprendi também que diplomas na parede não me fazem mais respeitável ou mais
sábio.
Aprendi que as palavras de amor perdem o sentido, quando usadas sem
critério.
E que amigos não são apenas para guardar no fundo do peito, mas para mostrar
que são amigos.
Aprendi que certas pessoas vão embora da nossa vida de qualquer maneira,
mesmo que desejemos retê-las para sempre.
Aprendi, afinal, que é difícil traçar uma linha entre ser gentil, não ferir
as pessoas, e saber lutar pelas coisas em que acredito.

A mensagem é significativa, mas lamentavelmente quem a publicou omitiu a
autoria.
Nós poderíamos simplesmente ler e guardá-la na memória, mas preferimos
dividi-la com você.
Porque uma coisa nós também aprendemos: o que é bom deve ser divulgado.
E temos a certeza de que o autor terá seus créditos, mesmo que seu nome não
tenha sido citado.

Equipe de Redação do Momento Espírita, com base em mensagem de autoria
ignorada.


Escrito por Daniel às 23h50
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O PALÁCIO MARAVILHOSO


Conta-se que certa vez, um rei do Iêmen, chamado Hiamir, chamou um dos seus
ministros e disse-lhe: "quero fazer longa viagem à Tiapur, uma região
longínqua, pobre e triste, árida e sem conforto.
Determino que vá antes de mim, e logo que lá chegar, mande que seja
construído um magnífico palácio, com largas varandas de marfins e pátios
floridos.
Nesse palácio ficarei hospedado durante uma temporada, com tranqüilidade e
conforto."
O Vizir respondeu humildemente: "escuto e obedeço, ó rei."
Dias depois o Vizir partiu, em uma caravana com numerosos camelos carregados
de ouro.
Ao chegar à cidade o Vizir ficou desolado com o estado de abandono em que se
achava o povo.
Encontrou pelas estradas crianças famintas e centenas de infelizes, morrendo
de inanição.
Os quadros de miséria e sofrimento que se desenrolavam, a cada passo e a
todo instante, torturavam o coração do poderoso ministro.
Ele trouxera mais de trinta mil dinares, que deveriam ser gastos na
construção de um grandioso palácio!
Que fez o Vizir?
Levado por um impulso irresistível, em vez de executar a ordem do rei,
resolveu gastar o dinheiro que trazia, beneficiando a infeliz população.
Mandou construir abrigos para os desamparados.
Distribuiu mantimentos entre os mais necessitados.
Determinou que todos os enfermos fossem, sem demora, medicados e forneceu
pão aos que padeciam fome.
Ao fim de alguns meses, notava-se uma transformação completa da cidade.
Os homens haviam voltado ao trabalho e por toda a parte reinava a alegria.
As crianças brincavam nos pátios e as mulheres cantavam nas portas das
tendas.
E do palácio maravilhoso, encomendado pelo rei, nada existia...
Quando o rei Hiamir chegou a Tiapur foi recebido por uma grande manifestação
de júbilo da população.
"Sinto-me feliz" - confessou o monarca - "por saber que sou sinceramente
estimado pelos meus súditos.
Mas onde está o palácio de Tiapur?" Perguntou.
"Antes de falar do palácio, ó rei, tenho um pedido a lhe fazer." Disse-lhe o
Vizir.
"Segundo as leis, aquele que o desobedecer, praticando um abuso de
confiança, deve ser condenado à morte.
Pois, houve, ó rei, um homem de sua confiança que praticou tal delito.
Espera-se que seja determinada a execução do culpado sem demora." Disse o
Vizir serenamente.
"Quem é o acusado?" Questionou o rei.
"O criminoso sou eu." Disse o Vizir sem hesitar.
E sem ocultar a menor parcela da verdade, o Vizir descreveu a miséria em que
se encontrava o povo.
Por fim, confessou que, penalizado diante de tanto sofrimento, em vez de
construir o palácio real, resolveu gastar os recursos que lhe foram
confiados para mudar a triste sorte da população.
"Não cumpri a ordem recebida, por isso aguardo o castigo de que me fiz
merecedor." Concluiu.
"Levante-se, meu amigo." Ordenou emocionado o rei. "Vejo que seu trabalho é
responsável pela edificação do mais belo dos palácios que já conheci. Vejo
as torres cintilantes nas fisionomias alegres das crianças; admiro as largas
varandas de marfim no sorriso radiante dos meus súditos; reconheço os pátios
floridos no olhar de gratidão das mães felizes. Como é majestoso e belo, ó
Vizir, o palácio que a sua bondade fez se erguer nas terras de Tiapur."

Pense nisso!

Cada um é responsável pela destinação que der à riqueza que lhe for
confiada, seja ela representada por recursos materiais ou por aptidões
profissionais.
Cada qual, pelo uso de seus próprios talentos, é capaz de alterar o mundo,
distribuindo alegrias ou acumulando dores.
Pense nisso.

Equipe de Redação do Momento Espírita, com base nas pp. 109-114, do livro os
Melhores contos, de Malba Tahan, ed. Record, 2002.


Escrito por Daniel às 20h26
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