UM TEMPO A MAIS
UM TEMPO A MAIS
No parque, uma mulher sentou-se ao lado de um homem em um banco, perto do playground. "Aquele, logo ali, de suéter vermelho, é meu filho disse ela, apontando para um garoto pequeno usando que deslizava no escorregador." "Um bonito garoto", respondeu o homem. E completou: "aquela, de vestido branco que está pedalando sua bicicleta, é minha filha." Então, olhando o relógio, o homem chamou a menina. "Filha, o que você acha de irmos?" A garota suplicou: "mais 5 minutos, pai. Por favor. Só mais 5 minutos." O homem concordou e Melissa continuou pedalando sua bicicleta, para alegria de seu coração. Os minutos se passaram e o pai levantou-se novamente e falou para a filha: "hora de ir agora?" Outra vez ela pediu: "mais cinco minutos, papai. Só mais cinco minutos." O homem disse: "está certo!" "O senhor certamente é um pai muito paciente!" Falou a mulher. O homem, com um sorriso um tanto melancólico, falou: "o meu filho mais velho foi morto por um motorista bêbado no ano passado, quando pedalava sua bicicleta perto daqui. Eu nunca passei muito tempo com ele e agora eu daria qualquer coisa por apenas mais cinco minutos com meu filho. Eu me prometi não cometer o mesmo erro com a irmã dele. Ela acha que tem mais cinco minutos para andar de bicicleta. Mas, na verdade, eu é que tenho mais cinco minutos para vê-la brincar."
Com a agitação da vida moderna nem sempre nos damos conta da importância de dedicar um pouco mais de tempo para nossos amores. Sob o império do relógio, estamos sempre apressados, atrasados, atropelados e atropelando os passos despreocupados dos pequerruchos. Tanto isso é uma realidade, que encontramos muitas crianças contaminadas pelas neuroses dos pais. Num período de tempo em que a criança deveria andar devagar, observar o mundo ao seu redor, esse mundo totalmente novo para ela, muitas já são vítimas da correria desenfreada que os pais lhes impõem. A criança entra numa roda viva em que não tem tempo de brincar, de conversar com um amiguinho, de observar despreocupadamente uma vitrine, uma cena da natureza, pois é arrastada pelas mãos nervosas de pais que estão sempre correndo, sempre em busca de um tempo que já se foi. Você, que é mãe ou pai, faça uma pequena pausa no seu dia, repense as suas atividades, estabeleça prioridades e considere a importância de 5 minutos a mais de atenção aos filhos. Sejam eles crianças, adolescentes, jovens ou adultos. Dia desses, uma mãe nos disse que seu filho é uma pérola preciosa de valor incalculável. E falou isto com o coração cheio de ternura. O filho tem quase 30 anos, mas a mãe o conhece muito bem e sabe o valor que ele representa para ela. Certamente ela o acompanha desde o ventre, dando-lhe atenção e carinho sem se preocupar com o relógio, embora não negligenciando com suas obrigações. Hoje em dia muitos pais só sabem enumerar os defeitos dos filhos, porque não têm tempo de conhecer suas virtudes, nem de apreciá-las. O que ressalta é sempre o fato de estarem atrasados para levantar, para se deitar, para ir à escola ou o este ou aquele curso. O tempo passa breve e um dia os filhos crescem, se casam, ou viajam para a pátria espiritual. E deixam, nos pais descuidados, uma enorme sensação de vazio, por não terem percebido que os minutos se transformaram em anos. Por todas essas razões, pare um pouco e se pergunte: quais são as minhas prioridades? O que é realmente importante neste momento? E pense na possibilidade de dar a alguém que você ama mais cinco minutos de seu tempo, ainda hoje!
***
O rio das horas, corre, levando em suas vibrações-tempo as oportunidades perdidas.
Equipe de Redação do Momento Espírita, com base em fatos reais.
Escrito por Daniel às 16h54
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
CORAGEM PARA MUDAR
Muitos dos conflitos que afligem o ser humano decorrem dos padrões de comportamento que ele próprio adota em sua jornada terrestre. É comum que se copiem modelos do mundo, que entusiasmam por pouco tempo, sem que se analisem as conseqüências que esses modos comportamentais podem acarretar. Não se tem dado a devida importância ao crescimento e ao progresso individual dos seres. Alguns crêem que os próprios equívocos são menores do que os erros dos outros. Outros supõem que, embora o tempo passe para todos, não passará do mesmo modo para eles. Iludem-se no sentido de que a severidade das leis da consciência atingirá somente os outros. Embriagados pelo orgulho e pelo egoísmo deixam-se levar pelos desvarios da multidão sem refletir a respeito do que é necessário realmente buscar-se. É chegado o momento em que nós, espíritos em estágio de progresso na Terra, devemos procurar superar, de forma verdadeira, o disfarçado egoísmo, em busca da inadiável renovação. Provocados pela perversidade que campeia, ajamos em silêncio, por meio da oração que nos resguarda a tranqüilidade. Gastemos nossas energias excedentes na atividade fraternal e voltada à verdadeira caridade. Cultivemos a paciência e aguardemos a benção do tempo que tudo vence. Prossigamos no compromisso abraçado, sem desânimo, sem vãs ilusões, confiando sempre no valor do bem.
É muito fácil desistir do esforço nobre, comprazer-se por um momento, tornar-se igual aos demais, nas suas manifestações inferiores. Todavia, os estímulos e gozos de hoje, no campo das paixões desgovernadas, caracterizam-se pelo sabor dos temperos que se convertem em ácido e fel, passados os primeiros momentos. Aprendamos a controlar nossas más inclinações e lograremos vencer se perseverarmos no bom combate. Convertamos sombras em luz. Modifiquemos hábitos danosos, em qualquer área da existência, começando por aqueles que pareçam mais fáceis de serem derrotados. Sempre que surgir a oportunidade, façamos o bem, por mais insignificante que nosso ato possa parecer. Geremos o momento útil e aproveitemo-lo. Não nos cabe aguardar pelas realizações grandiosas, e tampouco podemos esperar glorificação pelos nossos acertos. O maior reconhecimento que se pode ter por fazer o que é certo é a consciência tranqüila. Toda ascensão exige esforço, adaptação e sacrifício, enquanto toda queda resulta em prejuízo, desencanto e recomeço. Trabalhemos nossa própria intimidade, vencendo limites e obstáculos impostos, muitas vezes, por nó mesmos. Valorizemos nossas conquistas, sem nos deixarmos embevecer e iludir por essas vitórias. Há muitas paisagens, ainda, a percorrer e muitos caminhos a trilhar. Somente a reforma íntima nos concederá a paz e a felicidade que almejamos. A mudança para melhor é urgente, mas compete a cada um de nós, corajosa e individualmente, decidir a partir de quando e como ela se dará.
Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no capítulo 10 do livro Revelações da luz de Raul Teixeira, pelo Espírito Camilo, e capítulo 11 do livro Vigilância, de Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito Joanna de Ângelis.
Escrito por Daniel às 06h19
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
|