Daniel Barbosa


Rio de Janeiro, 27 de fevereiro de 2008

 

 

 

Meus amigos,

 

Foi distribuído em Bom Jardim, pelo José Célio e sua esposa Rosangela Lira, uma carta tentando esclarecer o porquê a Escola São Francisco de Assis estava inscrito no programa Amigos da Escola, mesmo sendo particular, tendo em vista que esse programa é pra escola publica. Como fui citado várias vezes na carta e de forma que não mostra as verdades dos fatos, venho através desta carta esclarecer e mostrar uma versão com fatos verdadeiros.

 

Alguns anos atrás, segundo o próprio Zé Célio, foram convidados pela então Secretaria de Educação Edna Souto Maior a se inscrever no Programa Amigos na Escola. Para isso, seria preciso que a Secretaria de Educação emitisse uma carta ao programa AMIGOS NA ESCOLA, dizendo que a referida Escola seria uma Escola Municipal, por que ??? Porque esse programa é apenas pra escolas públicas e o interesse é que a sociedade participe e melhore as condições das escolas publicas nos municípios ou Estados.

 

Na sua carta, escrita dia 02 de Fevereiro,  Zé Célio e sua esposa Rosangela dizem que eram apenas PARCEIROS e por isso que foram inscritos. Gostaria de esclarecer que em nenhum momento eles foram parceiros e sim participantes e também eles não dizem PARCEIROS DE QUE ESCOLA ???? Quais projetos fizeram em parceria??? Todos os projetos citados, ta bem explícito que quem realizou foi a Escola São Francisco de Assis. Para ser parceiro do amigo da escola, tem que ser parceiro de alguma escola participante. Se são parceiros, porque receberam camisas e materiais ???? Segundo o Coordenador do projeto Wilmar Vianna, quem recebe material são as escolas participantes. Ele ainda questiona na carta que nenhum ASSESSOR (e não ACESSOR como ele escreve) os teriam questionado sobre a participação da escola no projeto, segundo o próprio Coordenador do projeto Wilmar Vianna, a partir do momento que eles recebem a documentação da escola com a carta da Secretaria de Educação, não é feito nenhuma pesquisa, pois eles confiam nas informações recebidas.

 

Agora vamos ao fatos verdadeiros. Na carta, José Célio e sua esposa falam que  eu e Lucio Mário detectamos em dezembro a participação da escola no programa, não foi isso que aconteceu. Lucio Mario foi que detectou a participação da escola São Francisco de Assis a muitos anos atrás, por volta de 2000 e me ligou, por eu morar perto da Sede do projeto, me pedindo para que eu fosse ver a possibilidade da Escola Despertar entrar também no projeto. Assim eu fiz e a resposta que me deram foi: ESSE PROJETO SÓ É PARA ESCOLAS PÚBLICAS. Minha participação ficou aí. Em Dezembro agora, uma pessoa abriu um tópico na comunidade Política de Bom Jardim ( http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=10963815&tid=2571293207482912891 ), questionando que  escola São Francisco de Assis estava colocada como Escola Municipal ( http://amigosdaescola.globo.com/TVGlobo/Amigosdaescola/0,,ECL3973-5425,00.html ) eu fiz apenas um comentário, dizendo que essa situação estava errada.

 

Em Janeiro desse ano, como o próprio José Célio e sua Esposa Rosangela dizem na carta, foi distribuído na cidade uma carta anônima acusando a Escola São Francisco de Assis de se passar por escola pública. Por causa disso, tanto José Célio e como sua esposa  Rosangela, acusam a mim e a Lucio Mario de ter escrito a carta e de Lucio Mário está me usando. É dedução muito fácil, só que não é lógico, por que eu e Lucio esperaríamos tantos anos pra denunciar ??? Por que eu ia escrever uma carta  estando em Bom Jardim, sabendo que eles iam perturbar minha vida e de minha família ????  como realmente aconteceu. Além do mais não é da minha índole escrever alguma coisa e não assinar, assim como, também não é de Lúcio Mario.

 

Na própria carta,  José Célio e sua esposa Rosangela, colocam provas que a escola não fazia parte do Programa, aí eu pergunto, pq a carta foi escrita dia 02 de fevereiro e a pesquisa na internet foi dia 17 de fevereiro ?? Por que ele esperou tanto tempo ???? Eu explico: No dia 14/02, após um amigo meu me  informar pela internet a intenção de José Célio me processar, entrei em contato com o AMIGOS NA ESCOLA para saber se realmente eu tava errado ou não e ao informar que a referida escola era Particular o atendente imediatamente tirou a Escola da lista na internet e me deu o tel do Coordenador do Projeto. Liguei pro Coordenador e expliquei tudo, mais uma vez, ao pesquisar no Site do INEP (site ligado ao MEC e que mostra todos os dados das escolas) e constatar que realmente era uma ESCOLA PARTICULAR, retirou imediatamente a escola São Francisco de Assis do banco de dados dos AMIGOS DA ESCOLAS.

 

 

Infelizmente, ao invés de José Célio assumir que tava errado e sair do projeto, preferiu partir pra acusação e tentar denegrir a minha imagem e de Lúcio Mario. Particularmente, não tenho nada contra José Célio ou sua esposa Rosangela e nem quero prejudicá-los, porque acredito na justiça divina e como conheço a Lei da ação e reação , procuro sempre praticar o bem. Acredito em suas boas ações e o parabenizo pelos projetos socias , mas nem por isso ta imune ao erro e as criticas

 

Acho que estão esclarecido todas as questões

 

Abraços,

 

Daniel Barbosa

 

Mais provas

 

http://www.google.com.br/search?sourceid=navclient&ie=UTF-8&rlz=1T4TSHB_en___BR263&q=%22Escola+Municipal+Sao+Francisco+de+Assis%22

 

 

 

 

 



Escrito por Daniel às 09h59
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SEGUE ABAIXO A CARTA ENVIADA PELO JOSÉ CELIO E SUA ESPOSA ROSANGELA LIRA



Escrito por Daniel às 16h38
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Escrito por Daniel às 13h55
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Escrito por Daniel às 13h54
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Escrito por Daniel às 13h52
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ORAÇÃO NO NATAL



Natal é tempo de meditar...
É tempo de fazer uma viagem para dentro de si e promover um efetivo
renascimento moral.
Foi para nos fazer melhores que o sábio Aniversariante, homenageado no
Natal, veio à Terra.
Ele veio para nos ensinar sabedoria e o caminho para a felicidade...
Por isso é que Natal é tempo de gratidão, de reconhecimento, de pensar sobre
seu verdadeiro significado...
Natal também é tempo de orar...
É tempo de abrir o coração e dizer, com a sinceridade que a humildade
proporciona:
Jesus, que neste Natal seu olhar luminoso penetre nossa alma, como a brisa
morna da primavera, e acorde a esperança adormecida sob as folhas secas das
ilusões, dos medos, da indiferença, do desespero...
Que seu perfume, suave como a ternura, envolva todo o nosso ser,
confortando-nos e despertando a alegria que jaz esquecida por trás das
lamúrias e distrações do caminho...
Que o bálsamo do seu amor acalme as nossas dores, silencie as nossas
queixas, socorra a nossa falta de fé.
Que neste Natal o calor da sua bondade se derrame sobre o nosso espírito e
derreta o gelo milenar do egoísmo que nos infelicita e faz infelizes nossos
semelhantes...
Que seu coração generoso afine as cordas da harpa viva que vibra em nossa
intimidade, e possamos cantar e dançar, até que o preconceito fuja,
envergonhado, e não mais faça morada em nós...
Que o seu canto de paz seja ouvido por todos os povos, do oriente e do
ocidente, e as guerras nunca mais sejam possíveis entre a raça humana...
Que neste Natal suas mãos invisíveis e firmes sustentem as nossas, e nos
arranquem dos precipícios dos vícios, da ira, dos ódios que tanto nos
infelicitam...
Que a água cristalina da sua bondade percorra nossa alma e remova o lodo do
ciúme, da inveja, do desejo de vingança, e de tantos outros vermes que nos
corroem e nos matam lentamente...
Que o bisturi do seu afeto extirpe a mágoa que se aloja em nosso íntimo e
nos turva as vistas, impedindo-nos de ver as flores ao longo do caminho...
Que neste Natal a pureza da sua amizade faça com que possamos ver apenas as
virtudes dos nossos amigos, e os abracemos sem receio, sem defesas, sem
prevenções...
Que sua canção de liberdade ecoe em nós, para que sejamos livres como as
falenas que brincam na brisa morna penetrada pela suavidade da luz solar...
Que o sopro da sua fé nos impulsione na direção das estrelas que cintilam no
firmamento, onde não mais se ouvem gemidos de dor, e onde a felicidade plena
já é realidade..
Ensine-nos, Jesus, a amar, a fazer desabrochar em nossa alma esse sol
interior que nos fará luz por inteiro...
Ajude-nos a desenvolver o gosto pelo conhecimento, para que possamos
encontrar a verdade que nos libertará da ignorância pertinaz...
E, por fim, Jesus, que neste Natal cada ser humano possa sentir a sua
presença sábia e amiga, convidando a todos a uma vida mais feliz...
Tão feliz que sua mensagem não mais seja um tímido eco repercutindo em almas
vacilantes, mas uma bela melodia que vibra o amor em todos os corações, por
sobre toda a Terra...

TC 12/12/2006
Equipe de Redação do Momento Espírita.


Escrito por Daniel às 02h37
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ORAÇÃO NO NATAL



Natal é tempo de meditar...
É tempo de fazer uma viagem para dentro de si e promover um efetivo
renascimento moral.
Foi para nos fazer melhores que o sábio Aniversariante, homenageado no
Natal, veio à Terra.
Ele veio para nos ensinar sabedoria e o caminho para a felicidade...
Por isso é que Natal é tempo de gratidão, de reconhecimento, de pensar sobre
seu verdadeiro significado...
Natal também é tempo de orar...
É tempo de abrir o coração e dizer, com a sinceridade que a humildade
proporciona:
Jesus, que neste Natal seu olhar luminoso penetre nossa alma, como a brisa
morna da primavera, e acorde a esperança adormecida sob as folhas secas das
ilusões, dos medos, da indiferença, do desespero...
Que seu perfume, suave como a ternura, envolva todo o nosso ser,
confortando-nos e despertando a alegria que jaz esquecida por trás das
lamúrias e distrações do caminho...
Que o bálsamo do seu amor acalme as nossas dores, silencie as nossas
queixas, socorra a nossa falta de fé.
Que neste Natal o calor da sua bondade se derrame sobre o nosso espírito e
derreta o gelo milenar do egoísmo que nos infelicita e faz infelizes nossos
semelhantes...
Que seu coração generoso afine as cordas da harpa viva que vibra em nossa
intimidade, e possamos cantar e dançar, até que o preconceito fuja,
envergonhado, e não mais faça morada em nós...
Que o seu canto de paz seja ouvido por todos os povos, do oriente e do
ocidente, e as guerras nunca mais sejam possíveis entre a raça humana...
Que neste Natal suas mãos invisíveis e firmes sustentem as nossas, e nos
arranquem dos precipícios dos vícios, da ira, dos ódios que tanto nos
infelicitam...
Que a água cristalina da sua bondade percorra nossa alma e remova o lodo do
ciúme, da inveja, do desejo de vingança, e de tantos outros vermes que nos
corroem e nos matam lentamente...
Que o bisturi do seu afeto extirpe a mágoa que se aloja em nosso íntimo e
nos turva as vistas, impedindo-nos de ver as flores ao longo do caminho...
Que neste Natal a pureza da sua amizade faça com que possamos ver apenas as
virtudes dos nossos amigos, e os abracemos sem receio, sem defesas, sem
prevenções...
Que sua canção de liberdade ecoe em nós, para que sejamos livres como as
falenas que brincam na brisa morna penetrada pela suavidade da luz solar...
Que o sopro da sua fé nos impulsione na direção das estrelas que cintilam no
firmamento, onde não mais se ouvem gemidos de dor, e onde a felicidade plena
já é realidade..
Ensine-nos, Jesus, a amar, a fazer desabrochar em nossa alma esse sol
interior que nos fará luz por inteiro...
Ajude-nos a desenvolver o gosto pelo conhecimento, para que possamos
encontrar a verdade que nos libertará da ignorância pertinaz...
E, por fim, Jesus, que neste Natal cada ser humano possa sentir a sua
presença sábia e amiga, convidando a todos a uma vida mais feliz...
Tão feliz que sua mensagem não mais seja um tímido eco repercutindo em almas
vacilantes, mas uma bela melodia que vibra o amor em todos os corações, por
sobre toda a Terra...

TC 12/12/2006
Equipe de Redação do Momento Espírita.


Escrito por Daniel às 02h37
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DESENVOLVENDO ENFERMIDADES...



Quando a médica chegou ao quarto do seu paciente de 8 anos, que era portador
de um câncer terminal, viu um outro menino, sentado à janela.
Como os pais falassem somente a respeito do doente, ela deduziu que aquele
garotinho devia ser um vizinho, um coleguinha do enfermo, em visita.
Depois de algum tempo, descobriu que ele era o irmão menor. Tinha 7 anos e
parecia estar alheio a tudo.
Para alguém preparada para lidar com a morte, pois sua especialidade é
tratar de doentes terminais, a dra. Elisabeth diagnosticou que o maior
enfermo era aquele.
Assim, ao concluir a consulta, pediu a ele se o poderia levar até seu carro.
"Eu?" - falou, reagindo à sua presença, pela primeira vez.
"Sim, você!" E dirigiu aos pais um olhar, como a lhes dizer: "deixem-me
sozinha com ele!"
Ela o convidou a entrar em seu carro e ele logo expressou: "acho que você
sabe que tenho asma."
E continuou tristemente: "mas isso não adianta muito."
"Como assim, não adianta muito?"
Era grande o drama daquele menino de 7 anos. Carregava o peso de não se
sentir amado.
Os pais, contou, davam tudo ao irmão, porque tinha câncer e talvez não
vivesse muito mais.
Compraram-lhe trens elétricos, levaram-no à Disneylândia. Nada era pouco
para quem poderia morrer a qualquer momento.
"Para mim", disse choroso, "quando pedi a meu pai uma bola de futebol, ele
disse não. E quando lhe perguntei por que não, ele ficou muito zangado e
disse: você preferiria ter um câncer?"
Imaginemos a tragédia íntima desse menino de apenas 7 anos. A mensagem que
recebeu foi a de que não era suficientemente doente para ter um desejo
atendido.
Na sua cabecinha, a idéia era: se meu irmão consegue brinquedos melhores à
medida que fica mais doente, talvez eu não esteja doente o bastante. Preciso
ficar mais doente.
A história, que é verídica, nos leva a pensar em como, em nossa dor, por
vezes, nos tornamos injustos.
Esquecemos que todos os filhos devem se sentir amados. Mesmo que um deles
nos exija maiores cuidados, por questões próprias, não podemos e nem devemos
esquecer os demais.
Uma criança, assim relegada, pode desenvolver o que se chama de doença
psicossomática.
Quanto mais adoece, maior o presente que ele acha que vai receber.
Quando se tornar adulto, pode se tornar um grande manipulador. Sempre que
quiser alguma coisa, terá um ataque cardíaco dramático. Ou um ataque de
asma.
Ou, pode até vir a desejar que o irmão logo se vá, porque então as atenções
retornarão para ele, o filho que sobrou.
Naturalmente, isso desenvolverá nele um sentimento de culpa, que o poderá
martirizar pelo resto da vida.
Um garotinho assim precisa de alguém que o ajude a expressar a sua tristeza,
para que sua tristeza não o adoeça ainda mais.
Precisa de quem saia com ele e lhe mostre que não há necessidade de ficar
doente para ter atenção.
Todas as crianças precisam de amor e se o recebem, não terão que desenvolver
doença alguma para competir com quem quer que seja. Até mesmo com um irmão
enfermo.
Pense nisso
As crianças entendem tudo literalmente. Na qualidade de pais ou educadores,
necessitamos aprender a controlar o que dizemos e como nos expressamos.
Em nossas vidas, podemos realizar um grande trabalho de medicina e de
psiquiatria preventiva, se fizermos as crianças entenderem que não precisam
ficar doentes para serem amadas.
Desde cedo, devem receber a mensagem de que o amor é incondicional.
Pensemos nisso!

Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no cap. O casulo e a
borboleta, do livro O túnel e a luz, de autoria da Dra. Elisabeth
Kübler-Ross, ed. Verus.


Escrito por Daniel às 10h02
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SUPERANDO A DOR




No dia 28 de julho de 1976, a cidade industrial de Tangshan foi
completamente arrasada por um terremoto apavorante. 300 mil mortos.
O fato ficou famoso como símbolo do colapso total das comunicações da china
naquela época.
A preocupação das autoridades era com a crise pela morte de Mao Tsétung e
duas outras importantes personalidades.
A notícia do terremoto acabou chegando ao governo através da imprensa
estrangeira.
Muitas mulheres ficaram sem marido e viram seus filhos desaparecer em
abismos profundos.
Chen foi uma delas. Naquela manhã de julho, antes de clarear, ela foi
despertada por um som estranho.
Era uma espécie de ronco surdo e um assobio, como se um trem estivesse se
espatifando contra as paredes da casa.
Quando ia gritar, metade do quarto cedeu e a cama onde estava deitado o
marido, foi tragada por um buraco enorme.
O quarto das crianças, que ficava do outro lado da casa, como um cenário de
um palco apareceu à sua frente.
O filho mais velho estava de olhos arregalados e boca aberta. A menina
chorava e gritava, estendendo os braços para a mãe.
O filhinho pequeno continuava dormindo calmamente.
A cena à sua frente sumiu de repente como se uma cortina tivesse caído.
Chen acreditou que estava tendo um pesadelo e se beliscou. Não acordou.
Então, espetou a perna com uma tesoura.
Sentindo a dor e vendo o sangue, entendeu que não era um sonho.
Gritou como louca. Ninguém ouviu. De todos os lados vinha sons de paredes
desmoronando e de móveis quebrando.
Ela ficou ali, com a perna ensangüentada, olhando para o buraco enorme que
tinha sido a outra metade da sua casa.
Seu marido e suas lindas crianças tinham desaparecido diante dos seus olhos.
Sentiu vontade de chorar, mas não tinha lágrimas. Simplesmente não queria
continuar vivendo.
Vinte anos depois, contando esta história a uma jornalista, Chen confessa
que quase todo dia, ao amanhecer, ouve um trem roncando e apitando, junto
com os gritos dos seus filhos.
Os pesadelos a machucam, mas ela diz que os suporta porque neles estão
também as vozes dos seus filhos.
E quem pensa que Chen vive somente a lamentar e a chorar a perda dos seus
amores, engana-se.
Ela, junto a outras mães que perderam seus filhos no terremoto de 1976,
fundaram um orfanato, com o dinheiro da indenização que receberam.
É um orfanato sem funcionários. Alguns o chamam de uma família sem homens.
Vivem ali algumas mães e dezenas de crianças. Cada mãe ocupa um aposento
grande com 5 ou 6 crianças.
Os aposentos do orfanato foram decorados com uma infinidade de cores, de
acordo com o gosto das crianças. Cada quarto com seu estilo de decoração.
Bem diferente dos orfanatos tradicionais da china.
Ao ser questionada como se sente hoje, naquele voluntariado, confessa Chen:
"muito melhor. Especialmente à noite. Fico olhando enquanto as crianças
dormem. Sento ao lado delas, seguro suas mãos contra o meu rosto. Beijo-as e
agradeço a elas por me manterem viva. É um ciclo de amor. Dos velhos para os
jovens e de volta para os velhos."
***
Por vezes, quando a dor nos visita, nos enclausuramos nela, acreditando que
a nossa é a dor maior do mundo.
O exemplo de Chen nos dá a dimensão da dor e nos ensina como lidar com ela:
atender o próximo que também sofre.
Afinal, sempre que olharmos para trás encontraremos criaturas mais
intensamente feridas do que nós mesmos. E no atendimento às suas feridas,
encontraremos o alívio que buscamos.
Tudo porque o toque delicado do amor é o curativo perfeito para as próprias
chagas abertas no coração.

Equipe de Redação do Momento Espírita com base no cap. As mães que sofreram
um terremoto, do livro As boas mulheres na China, de autoria de Xinran, ed.
Companhia das letras.



Escrito por Daniel às 09h55
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JUSTIÇA



     O quadro era muito triste. Olhamos aquela mulher outra vez. E a mente
rapidamente calculou os meses intermináveis que a detém ao leito de dores.
     Contemplando-lhe o corpo minado pela enfermidade, o cansaço estampado
na face, a memória que a trai a cada instante, com imensos lapsos de
esquecimento do passado distante, quanto do ontem ainda presente,
confrangeu-nos o coração.
     Imaginamos a sua vida de trabalho e operosidade. Mulher dinâmica,
valorosa, criou cinco filhos quase a sós. A profissão do esposo o mantinha
semanas a fio longe do lar.
     Sempre foi ela quem decidiu, opinou, escolheu. Disciplina lhe foi nota
constante. Valor que passou aos cinco filhos. Disciplina de horários, na
palavra, na conduta.
     Dinâmica e corajosa enfrentou enfermidades dos filhos, dificuldades
financeiras imensuráveis.
     Os anos se somaram. Os filhos cresceram. Casaram e constituíram a
própria família.
     Vieram os netos e a soma de trabalhos não cessou, pois que agora os
pequeninos lhe eram deixados à guarda, por horas, sim, desde que as forças
já não eram as mesmas da juventude ativa e sadia.
     E então, quando o inverno dos anos lhe cobriu de neve os cabelos,
intensificaram-se as dores.
     Morreram-lhe em curto espaço de anos, o esposo e três filhos, em
circunstâncias abruptas e trágicas.
     Feneceram-lhe as forças e o coração ferido se deixou desfalecer.
     Acresceram-se as inquietudes e a doença se instalou, vigorosa.
     Olhando-a agora, sobre a cama, semi-desfalecida, recordamos os esforços
que fez para a preservação da vida dos filhos, pela sua educação.
     Lembrando os anos de atividade e labuta, perguntamo-nos o porquê de
tanto sofrimento.
     As pessoas dizem que é o ciclo natural da vida. Nascer, crescer,
enfermar, morrer.
     Mas a pergunta não cala em nós. Desejamos resposta mais convincente.
     Afinal, dói-nos na alma observar a debilidade e a dependência da
mulher-mãe, esposa, avó.
     Enquanto oramos por ela, soam-nos aos ouvidos as exortações do
Evangelho de Jesus: "A cada um segundo as suas obras."
     É como se pudéssemos, no recesso do espírito, escutar a voz do cantor
Galileu, em plena natureza.
     Tornamos a olhar para o corpo da enferma e agradecemos a divindade.
Podemos agora entender a sua serenidade na dor.
     Ela sabe que é a justiça de Deus que a alcança, permitindo-lhe o
resgate de faltas cometidas em dias passados, de existências anteriores.
     Por isso ela sorri, ora, e espera. Aguarda os dias do reencontro com os
seus amores, afirmando convicta: "Quando Deus quiser, hei de partir. E estou
me esforçando para seguir viagem vitoriosa."

Você sabia?

     Você sabia que ninguém sofre de forma injusta?
     Se assim não fosse, não poderíamos conceber que Deus, nosso Pai, fosse
infinitamente justo e bom, pois puniria a bel prazer uns e outros,
concedendo felicidade a outros tantos.
     Desta forma, cabe-nos cultivar a resignação ante os problemas que nos
atingem e não podem ter seu curso alterado, por nossa vontade.
     Contudo, é sempre bom lembrar que cada um de nós, sobre a Terra, pode
se tornar instrumento da divindade, para aliviar a carga do seu irmão,
socorrendo-o.
     Eis porque a fraternidade é um dever de todos.

      MHM 08/12/1997
      Equipe de Redação do Momento Espírita

Escrito por Daniel às 22h54
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SEGURANÇA ÍNTIMA


Os que vivem no mundo desejam ter tranqüilidade.
No entanto, algumas pessoas que convivem conosco são portadoras de grande
segurança íntima.
Recebem impactos dolorosos sem desespero. Enfrentam obstáculos grandiosos
sem alterar o humor.
De certa forma, as invejamos. Prezaríamos ser como elas.
E podemos. Existem pequenas regras que, se observadas, nos auxiliarão a
construir essa segurança íntima, tão almejada.
1ª comecemos a edificação da paz em nós, observando que todos precisamos
pensar por nós mesmos, embora as influências das idéias alheias;
2ª aceitemo-nos como parcelas da imensa família humana, verificando que os
nossos percalços não são maiores que os dos outros;
3ª compreendamos que, por sermos espíritos imperfeitos, no atual estágio,
não estamos isentos de cometer determinados erros. erros que nos devem
convidar a parar e reexaminar questões;
4ª aprendamos que a estrada dos nossos entes queridos pode ser muito
diferente da nossa. não desejemos para eles o que a vida não lhes oferece;
5ª saibamos zelar pela condução da nossa vida, sem interferir na do próximo,
desde que cada viajor no carro da existência tem seu próprio roteiro;
6ª auxiliemos os familiares nos contratempos que lhes surjam, assim como
desejamos ser amparados, na nossa marcha;
7ª afastemo-nos dos julgamentos precipitados e das condenações indevidas;
8ª compreendamos que cada criatura é um ser individual com seus anseios,
compromissos, conquistas, virtudes e paixões, e abstenhamo-nos de impor
condições ou exigir que tenham conosco esta ou aquela postura.
9ª reflitamos que nos compete proteger o corpo que nos diz respeito.
Desta forma, não provoquemos desastres que nos ameacem ou ameacem os outros.
Respeitemos em cada ser vivo uma obra da criação.
Optemos pela simplicidade no cotidiano.
Estejamos atentos às pequenas coisas, pois, em síntese, são elas que
promovem a nossa felicidade hoje, e no futuro.
Construamos o nosso refúgio de serenidade, permitindo-nos usufruir das
experiências sem abalos que nos façam sucumbir à tristeza, desânimo ou
desespero.

***

A serenidade não é uma aquisição espiritual que se possa conseguir num toque
de mágica.
É fruto do trabalho duro e áspero da paciência em ação.
E ninguém possui a serenidade que não construiu.
Eis porque é necessária a vigilância em nós mesmos.

Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no livro Calma, cap.
Segurança íntima.



Escrito por Daniel às 23h35
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ESFORÇO



Por vezes, na vida, ante alguns fracassos, nos entristecemos e desistimos de
lutar.
Tarefas iniciadas são abandonadas. Profissões dignas são deixadas à margem.
Tudo em nome de um fracasso, um dia, uma vez.
Recordamos que, certa vez uma estudante de violino, durante um concerto,
teve a infelicidade de ter o arco do instrumento esticado em demasia.
Isso fez com que arrancasse do violino um lancinante gemido de gato. O lá
desafinou, os seus dedos, umedecidos pela transpiração nervosa escorregaram
no braço do violino.
Seu desejo era cair morta.
Mas corrigiu a tensão das cordas, enxugou as mãos no vestido e continuou.
Ao finalizar correu para os bastidores e exclamou: "Nunca mais tocarei
violino."
Uma excelente artista que ouviu seu desabafo, lhe falou: "Você já observou
como cantam os pássaros? Sabe porque Deus os criou? Para que alegrassem o
homem e ele não sucumbisse à tristeza.
Não vê? Deus deu a muitas pessoas aptidões para tornarem os homens felizes.
Ele deu a você a possibilidade de tocar violino. Não deve lhe desobedecer e
sim utilizar sua aptidão para lhe agradar. Tudo isso faz parte do seu grande
plano."
A menina pensou e pensou. No dia seguinte, ergueu-se cedo e retomou as
longas horas de estudo do seu violino.
O esforço é lei da vida. Todos os seres, de uma forma ou de outra, não podem
fugir a isso.
Mecanismo de evolução, promove o progresso, estimula a experiência.
Graças ao esforço os homens se enriquecem emocional, cultural, artística e
economicamente.
Não houvesse esforço e a vida permaneceria nas suas expressões primitivas,
iniciais.
Tudo trabalha e se esforça em a natureza.
Os ventos e as chuvas realizam o seu esforço na erosão dos montes e da
crosta terrestre.
A gota d`água, no seu cair sem parar, cria as belezas que nos deslumbram os
olhos nas grutas, no silêncio das furnas, promovendo formas curiosas e
especiais.
Onde se apresente o esforço, floresce a paz. E onde a ação movimenta o
progresso, vibra a alegria.

Você sabia?

Que a grande cantora madame Ernestine Schumannheink durante um dos seus
concertos vacilou e falhou?
E que mesmo assim, corajosamente dominou-se e foi até o fim?
E assim a "maravilhosa dama" como era chamada nos últimos anos, continuou
cantando em concertos e no rádio, prosseguindo como os pássaros a espalhar
alegria entre os homens.

Equipe de Redação do Momento Espírita, com base nos livros Perfis da vida,
cap. Perfil do esforço, e Remotos cânticos de Belém  a Calhandra.



Escrito por Daniel às 10h43
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AMAR A QUEM?




Dia desses surpreendemos duas senhoras a conversar. E seu diálogo nos atraiu
verdadeiramente a atenção.
Indagava uma à outra porque ela se envolvia tanto com campanhas para as
crianças carentes assistidas por uma determinada entidade filantrópica.
Ora, respondeu a outra, porque disponho de tempo, porque as crianças
precisam, porque gosto de me envolver com tarefa assistencial.
Mas, continuou a primeira, essa instituição não é da nossa religião.
A resposta da dama que se dedicava de corpo e alma ao trabalho de
assistência foi rápida: "Mas são nossos irmãos."
A primeira ainda prosseguiu com sua argumentação, enquanto nos afastávamos
do local a pensar.
Estranha forma de nos dizermos cristãos. Transformando-nos em pessoas
sectárias, fechadas.
Esquecidas de que o mestre nos recomendou: "Amai-vos uns aos outros."
Ele mesmo, durante sua estada entre os homens, teve oportunidade, por mais
de uma vez, de mostrar que não importava a nacionalidade, a doutrina
político, a crença religiosa, o cargo, a cor.
Por isso mesmo ele tomou o samaritano como exemplo do homem bom que atende o
caído na estrada, sem nada lhe indagar.
Fala à samaritana, no poço de Jacó, convidando-a à mudança de  rumo e
transformando-a numa disseminadora das luzes da boa nova.
Falando a respeito do centurião a quem cura o servo à distância, comenta:
"Jamais vi tamanha fé em Israel !"
Convida Mateus, um coletor de impostos, para ser um dos apóstolos. Visita o
publicano zaqueu, socorre a equivocada de Magdala, ampara a mulher adúltera.
Jesus viajou pelas terras da Judéia, da Galiléia, da Samaria. E afirmou:
"Nenhuma das ovelhas que o pai me confiou se perderá."
Como podemos agir de forma diversa, estabelecendo limites no auxílio,
condicionados à crença religiosa?
Então não somos todos filhos do mesmo pai? Ele não nos criou crentes desta
ou daquela doutrina. Criou-nos seus filhos.
Todos partidos do mesmo ponto, da simplicidade e da ignorância, e com
idêntico objetivo: a perfeição.
Não nos armemos uns contra os outros, mas nos amemos.
Façamos o bem a quem esteja próximo, sem distinção alguma.
E, se pudermos, estendamos a nossa ação a quem esteja distante, mesmo que
não pertença à nossa raça, que tenha nascido em outro país, que habite
outros estados.
Meditemos que, quando as rogativas sinceras chegam ao bondoso pai, ele não
pergunta como cremos, onde estamos.
Conforme nos ensinou Jesus, tudo o que pedirmos a ele em seu nome, nos será
concedido.
Da mesma forma que recebemos tanto bem do criador, saibamos distribuir
igualmente a todos.
Mesmo porque as questões de cor, nacionalidade, credo político ou religioso
são questões transitórias, que duram uma vida rápida, passageira,
considerando-se o espírito imortal.
Pense nisso

O bem é tudo o que estimula a vida, produz para a vida, respeita e dá
dignidade à vida.
Quando não puder fazer o bem, pense nele.
Valorize o bem que você possa fazer e faça-o quanto possa e onde esteja.

Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita.


Escrito por Daniel às 09h51
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EGOÍSMO



O egoísmo é a fonte da maioria absoluta dos males que assolam a humanidade.
A exagerada preocupação com os próprios interesses faz com que qualquer
coisa que os contrarie tome desmedida importância.
Essa forma equivocada e rasteira de perceber a vida a todos prejudica.
Primeiro, tira a paz do próprio egoísta, que se angustia em suas tentativas
de submeter o mundo aos seus interesses.
Segundo, causa danos à sociedade, que não pode ser harmônica enquanto seus
integrantes se digladiam.
Já a solidariedade e a preocupação com o bem-estar coletivo disseminam a
felicidade.
Tome-se como exemplo a questão da segurança.
Os habitantes das grandes cidades vivem em estado de alerta, com medo de
serem molestados.
Quem pode contrata serviço de vigilância para sua residência.
Há preocupação constante com os filhos e os parentes em geral.
Teme-se um assalto, um seqüestro relâmpago, um golpe de qualquer ordem.
Tal situação é típica de uma sociedade egoísta.
Se a preocupação com os próprios interesses fosse menor, poderiam ser
encontradas formas de resolver o problema.
Mas para isso o objetivo das criaturas não poderia ser fazer crescer a
qualquer custo o próprio patrimônio.
É bom e natural que os homens se preocupem em conquistar bens que lhes
garantam uma vida digna, e fomentem o progresso.
Mas quando a busca das coisas materiais é exacerbada, ela causa grandes
problemas.
Numa sociedade em que a grande maioria está despreocupada com o bem-estar
coletivo, as disparidades crescem.
É impossível que todos conquistem exatamente o mesmo nível de conforto.
Os homens são diferentes em talentos e habilidades.
Mas é necessário assegurar condições para que todos conquistem o mínimo
indispensável a um viver digno.
Quando o homem consegue ver o próximo como um semelhante, torna-se
solidário.
A dor do outro dói tanto quanto a sua.
A miséria e o desemprego na casa do vizinho são tão trágicos como se fossem
na sua residência.
Imagine como seria bom viver em uma sociedade segura.
Sair tranqüilo na rua, mesmo à noite.
Mandar seus filhos para a escola, certo de que ninguém os molestaria.
Está nas mãos de todos adotar as providências iniciais para uma reforma
social.
Essa reforma principia pela modificação do próprio comportamento.
A reforma íntima é uma dura batalha.
É mais fácil vencer os outros do que a si mesmo.
Mas não há equívocos no universo, que é regido pela sabedoria divina.
Cada qual vive no meio que lhe é mais adequado.
Se você deseja viver em paz, comece a burilar o seu interior.
Preste atenção em todas as suas atitudes que revelam egoísmo.
Esse egoísmo pode ser pessoal, familiar ou de classe.
Analise o que você deseja para você, para sua família ou para sua classe
profissional.
Há como estender tais vantagens para os outros?
O custo de suas regalias não é excessivamente alto para os semelhantes?
Certamente vale a pena moderar um pouco os próprios anseios, em prol de uma
vida harmoniosa.
De nada adianta enriquecer causando o empobrecimento alheio.
Não é possível viver em paz em meio à miséria e à dor dos semelhantes.
A genuína felicidade surge quando se aprende a compartilhar.
Quem experimenta a ventura da solidariedade jamais volta atrás.

Equipe de Redação do Momento Espírita

Escrito por Daniel às 08h48
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UMA GOTA DE ÁGUA


            Você já parou, alguma vez, para observar uma gota d`água?
            Sim, uma pequena gota d`água se equilibrando na ponta de um
frágil raminho...
            Com graciosidade a gotícula desafia a lei da gravidade, se
balançando nas bordas das folhas ou nas pétalas de uma flor.
            São gotas minúsculas, que enfeitam a natureza nas manhãs
orvalhadas ou permanecem como pequenos diamantes líquidos, depois que a
chuva se vai.
            É por isso que um bom observador dirá que a vida seria diferente
se não existissem gotas de água para orvalhar a relva e amenizar a secura do
solo.
            Madre Tereza de Calcutá foi uma dessas almas sensíveis.
            Um dia, um jornalista que a entrevistava disse-lhe que, embora
admirasse o seu trabalho junto aos pobres e enfermos, considerava que o que
ela fazia, diante da imensa necessidade, era como uma gota d`água no oceano.
            E aquela pequena sábia-mulher, lhe respondeu: "sim, meu filho,
mas sem essa gota d`água o oceano seria menor."
            Sem dúvida uma resposta simples e extremamente profunda.
            Pois sem os pequenos gestos que significam muito, a vida não
seria tão bela...
            Um aperto de mão, em meio à correria do dia-a-dia...
            Um minuto de atenção a alguém que precisa de ouvidos atentos,
para que não caia nas malhas do desespero...
            Uma palavra de esperança a alguém que está à beira do abismo.
            Um sorriso gentil a quem perdeu o sentido da vida.
            Uma pequena gentileza diante de quem está preso nas armadilhas
da ira.
            O silêncio, frente à ignorância disfarçada de ciência...
            A tolerância com quem perdeu o equilíbrio.
            Um olhar de ternura para quem pena na amargura.
            Pode-se dizer que tudo isso são apenas gotas d`água que se
perdem no imenso oceano, mas são essas pequenas gotas que fazem a diferença
para quem as recebe.
            Sem as atitudes, aparentemente insignificantes, que dentro da
nossa pequenez conseguimos realizar, a humanidade seria triste e a vida
perderia o sentido.
            Um abraço afetuoso, nos momentos em que a dor nos visita a
alma...
            Um olhar compassivo, quando nos extraviamos do caminho reto...
            Um incentivo sincero de alguém que deseja nos ver feliz, quando
pensamos que o fracasso seria inevitável...
            Todas essas são atitudes que embelezam a vida.
            E, se um dia alguém lhe disser que esses pequenos gestos são
como gotas d`água no oceano, responda, como madre Tereza de Calcutá, que sem
essa gota o oceano de amor seria menor.
            E tenha certeza disso, pois as coisas grandiosas são compostas
de minúsculas partículas.
Pense nisso!
            Sem a sua quota de honestidade, o oceano da nobreza seria menor.
            Sem as gotas de sua sinceridade, o mar das virtudes seria menor.
            Sem o seu contributo de caridade, o universo do amor fraternal
seria consideravelmente menor.
            Pense nisso!
            E jamais acredite naqueles que desconhecem a importância de um
pequeno tijolo na construção de um edifício.
            Lembre-se da minúscula gota d`água, que delicadamente se
equilibra na ponta do raminho, só para tornar a natureza mais bela e mais
romântica, à espera de alguém que a possa contemplar.
            E, por fim, jamais esqueça que são essas mesmas pequenas e
frágeis gotas d`água que, com insistência e perseverança conseguem esculpir
a mais sólida rocha.
Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita.



Escrito por Daniel às 10h26
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